Líder do Senado dos EUA diz que vetará nomeado de Obama para Suprema Corte

Washington, 16 mar (EFE).- O líder da maioria republicana no Senado dos EUA, Mitch McConnell, garantiu nesta quarta-feira que seu partido vetará qualquer votação para confirmar o juiz Merrick Garland, proposto pelo presidente Barack Obama como novo juiz do Tribunal Supremo.

"Daremos ao povo uma voz para ocupar esta vaga", disse hoje McConnell no Senado, ao reiterar que bloqueará a proposta de Obama para o alto tribunal com o objetivo de que o próximo presidente do país, eleito nas eleições de novembro, seja o encarregado de designar um novo juiz.

O líder dos republicanos do Senado, que é responsável pela confirmação de Garland, acusou Obama de tentar "politizar" o processo eleitoral com a designação de um juiz para substituir o magistrado Antonin Scalia, que morreu em fevereiro e era um ícone para os conservadores.

"O povo dos EUA pode escolher um presidente que designe Garland ou pode escolher um presidente que designe outro candidato diferente", argumentou McConnell.

McConnell citou um discurso de 1992 no Senado pelo vice-presidente Joe Biden, então presidente do Comitê Judicial, no qual disse que em um ano de eleições presidenciais o Senado não deveria "considerar a realização de audiências até depois da eleição" para escolher um juiz do Supremo.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, afirmou em comunicado que apoia "completamente" a decisão de McConnell de "não avançar no processo de confirmação".

"Isto nunca se tratou de quem é o nomeado, mas de um princípio básico. Sob nossa Constituição, o presidente tem todo o direito de fazer esta indicação e o Senado todo o direito de não confirmar o nomeado. Devemos deixar que o povo americano decida a direção do tribunal", afirmou Ryan.

Por sua vez, o líder da minoria democrata no Senado, Harry Reid, pediu ao Senado que "cumpra com seu dever" e realize uma audiência para considerar o juiz Garland, que em 1997 foi confirmado com boa parte do apoio republicano para a Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia.

"É hora do Senado cumprir com seu dever e dar a este homem a audiência e consideração que ele e o povo americano merecem", afirmou Reid.

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