China quer resolver o mais rápido possível incidente com Argentina

Pequim, 17 mar (EFE).- A China espera resolver "o mais rápido possível" o incidente relacionado à embarcação pesqueira chinesa que foi afundada esta semana por uma embarcação da guarda costeira da Argentina, disse nesta quinta-feira um porta-voz oficial que reiterou as "sérias preocupações" de Pequim.

"Esperamos que o incidente possa ser resolvido de forma adequada o mais rápido possível", afirmou Lu Kang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, ao ressaltar que "as duas partes estão em comunicação através de canais diplomáticos".

Na segunda-feira, um guarda-costeira argentino disparou e afundou o pesqueiro chinês Lu Yuan Yu 10, que estaria trabalhando ilegalmente nas águas do país latino-americano.

Após uma perseguição de várias horas, a embarcação chinesa tentou abordar a argentina, que respondeu com disparos, o que causou o naufrágio do pesqueiro. Os 32 tripulantes foram resgatados ilesos.

O Ministério de Relações Exteriores da China transmitiu uma queixa formal à Argentina pelo fato, em que pedia uma investigação oficial e as medidas necessárias para garantir que "incidentes semelhantes" não voltem a se repetir.

Mas o porta-voz afirmou a confiança de Pequim de que este incidente não afetará as relações bilaterais: "China e Argentina são amigos. Esperamos que este assunto seja resolvido apropriadamente", afirmou.

Também pediu às autoridades argentinas que protejam os interesses legais dos marinheiros chineses, reiterou o pedido de uma investigação formal, e que Pequim seja notificada dos resultados.

Segundo a imprensa chinesa, a embarcação era da companhia Yantai Fisheries, que faz parte do conglomerado pesqueiro estatal China National Agricultural Development Group, o que não foi confirmado por Lu.

Em um tom mais duro, o jornal oficial "Global Times" qualificou o incidente de "bárbaro" e "brutal" em um editorial que tachou de "inaceitável" a ação da guarda-costeira argentina.

Para o jornal, mesmo que o pesqueiro estivesse trabalhando ilegalmente em águas argentinas, a guarda-costeira foi "longe demais" em uma ação que pôs em perigo a vida da tripulação da embarcação chinesa.

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