Conselho de Paz e 2º maior grupo insurgente afegão realizam primeiro encontro

Cabul, 17 mar (EFE).- O Alto Conselho para a Paz no Afeganistão e o Hezb Islami (HIA, Partido Islâmico do Afeganistão), o segundo grupo insurgente mais importante do país depois dos talibãs, realizaram nesta quinta-feira em Cabul sua primeira reunião de paz.

"Se as instituições e entidades políticas afegãs seguirem com sinceridade as conversas de paz que iniciamos hoje, concluirão um processo que nos levará a ter um país pacífico, estável e seguro", disse em entrevista coletiva um dos três membros da delegação do Hebz Islami, Muhammad Amin Karim.

Durante a entrevista, na qual também estiveram presentes representantes do Alto Conselho para Paz, os insurgentes liderados pelo ex-primeiro-ministro Gulbuddin Hekmatyar apresentaram várias reivindicações: o restabelecimento da soberania nacional do povo do Afeganistão sobre o país, direito à autodeterminação, segurança e volta do legítimo regime islâmico.

Também está entre as demandas a "imposição de justiça nos âmbitos político, econômico e social". "Justiça, soberania e legítimo governo islâmico são os únicos fatores que podem nos levar à paz", disse o representante do Hebz Islami.

Um membro do Alto Conselho para a Paz que pediu o anonimato confirmou à Agência Efe o início das conversas. E expressou o desejo que os talibãs, que rejeitaram no início do mês participar de negociações com o governo do país, optem pelo mesmo caminho.

Um grupo formado por quatro países - Afeganistão, Paquistão, China e Estados Unidos - lançou no fim do ano passado uma iniciativa para traçar um plano de paz para pôr fim ao conflito que começou em 20011 com a invasão americana e a queda do regime talibã.

Na última reunião entre eles, no fim de fevereiro, ficou acertado um encontro direto entre o governo do Afeganistão e os insurgentes. A reunião, porém, não foi adiante após a rejeição dos talibãs liderados pelo mulá Mansur.

Os talibãs afirmaram que não participarão de um diálogo de paz até que algumas de suas condições sejam atendidas, como a retirada das tropas internacionais do país.

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