Coreia do Norte realiza novo teste de mísseis balísticos

(Atualiza com mais dados e um segundo lançamento fracassado)

Seul, 18 mar (EFE).- A Coreia do Norte lançou nesta sexta-feira um novo míssil balístico que percorreu uma distância de cerca de 800 quilômetros em direção ao mar, seguido de outro projétil que pode ter explodido no ar, informaram autoridades militares da vizinha Coreia do Sul.

O Exército Popular norte-coreano lançou o míssil rumo ao Mar do Leste (Mar do Japão) por volta das 5h55 (hora local; 18h55 de quinta-feira em Brasília) na província de Sukchun, no oeste do país, explicou o Estado-Maior Conjunto de Seul (JCS).

Embora Seul não tenha especificado o modelo do míssil, um porta-voz do Ministério da Defesa disse à Agência Efe que pode se tratar de um do tipo Rodong, que possui um alcance de 1.300 quilômetros.

Esse porta-voz também revelou que, 22 minutos depois do primeiro lançamento, aconteceu um segundo na mesma região do que pareceu ser outro míssil, mas este desapareceu do radar das autoridades sul-coreanas a cerca de 17 quilômetros de altura, razão pela qual acredita-se que pode ter explodido no ar.

Fontes militares citadas pela agência "Yonhap" afirmaram que pelo menos o primeiro míssil foi disparado de uma plataforma de lançamento móvel, embora o Ministério da Defesa não tenha confirmado este dado.

O lançamento ocorreu em um momento de forte tensão na península de Coreia. No dia 6 de janeiro, Pyongyang realizou seu quarto teste nuclear subterrâneo e lançou, em 7 de fevereiro, um satélite a bordo de um foguete, o que foi respondido com duras sanções pelo Conselho de Segurança da ONU.

No último dia 10, o exército norte-coreano lançou dois mísseis de curto alcance ao mar a partir de seu litoral oriental, que percorreram 500 quilômetros, e três dias depois realizou o lançamento de outros seis projéteis balísticos que voaram entre 100 e 150 quilômetros.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizam atualmente suas anuais manobras militares conjuntas, desta vez as maiores de todas que promoveram, que até o final de abril envolverão mais de 300 mil soldados sul-coreanos e 15 mil americanos.

O regime norte-coreano considera estas manobras militares na península da Coreia uma provocação por se tratar de uma simulação de invasão de seu território.

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