Primeiro-ministro sela coalizão a quatro para governar a Eslováquia

Praga, 17 mar (EFE).- O primeiro-ministro interino da Eslováquia, o social-democrata Robert Fico, apresentou nesta quinta-feira ao chefe do Estado o acordo alcançado entre sociais-democratas e três forças de centro e centro-direita para formar um Executivo de coalizão.

A Eslováquia, membro comunitário que aderiu à UE em 2004, presidirá pela primeira vez, a partir de 1 de julho, o Conselho Europeu, sendo seus principais desafios o referendo britânico de saída da UE ("brexit"), a crise dos refugiados e a ameaça de uma nova crise financeira na Grécia.

O presidente eslovaco, Andrej Kiska, decidirá a data da sessão inaugural da nova legislatura e também nomeará os ministros, a proposta de Fico.

Os sociais-democratas (Smer), os nacionalistas (SNS) de Andrej Danko, os eslovaco-húngaros moderados (Hid-Most) de Bela Bugar e conservadores (Siet) de Radoslav Prochazka somam 85 cadeiras, sobre um total de 150 do Conselho Nacional.

Pelo menos dois deputados conservadores anunciaram que abandonarão seu grupo parlamentar ao não concordar com a aliança com os sociais-democratas.

O acordo de governo ocorre 11 dias após o pleito legislativo de 5 de março, no qual o governante social-democracia, salpicado por vários escândalos de corrupção e com uma agressiva retórica contra a imigração muçulmana, perdeu a maioria absoluta de 83 deputados, e caiu par 49.

A surpresa das eleições foi a entrada no parlamento unicameral do LSNS, de passado neonazista, e de outros dois partidos que juntos ocupam 29% da assembleia.

Para alcançar o acordo de coalizão foi fundamental a postura do nacionalista SNS, que já governou com Fico em sua primeira legislatura de 2006 ao 2010, e que anunciou no fim de semana passado sua rejeição a um governo de centro-direita com outras cinco forças, por considerá-lo "instável".

A repartição de ministérios estipulada pelos líderes da coalizão outorga aos social-democratas, além da presidência do governo, oito pastas: vice-presidência para Investimentos, Exteriores, Interior, Fazenda, Economia, Saúde, Trabalho, Cultura.

Aos nacionalistas foram outorgadas três pastas: Defesa, Educação e Agricultura; aos eslovaco-húngaros duass: Justiça e Meio Ambiente; e aos conservadores uma: Transportes.

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