Tóquio analisa vídeo de jornalista japonês sequestrado na Síria

Tóquio, 17 mar (EFE).- O governo do Japão está analisando um suposto vídeo do jornalista japonês Jumpei Yasuda, que foi sequestrado em julho do ano passado na Síria por um grupo armado, revelou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores do país, Fumio Kishida.

O vídeo foi divulgado na quarta-feira no perfil do Facebook de Tariq Abdul Hak, um ativista da oposição síria, que assegurou em entrevista à emissora japonesa "NHK" que o jornalista está sendo mantido como refém pela Frente al Nusra, um grupo vinculado à Al Qaeda, e que obteve as imagens de uma pessoa que está intermediando sua libertação.

"Sei que foram publicadas algumas imagens e as estamos analisando", disse Kishida ao ser questionado sobre o vídeo pelos veículos de imprensa.

"Como governo, a proteção dos cidadãos japoneses é uma de nossas responsabilidades mais importantes", afirmou Kishida, que deu garantias de que o Executivo, seguindo instruções do primeiro-ministro Shinzo Abe, está usando "todos os canais a sua disposição para obter informações".

O ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, confirmou mais tarde em uma entrevista coletiva que o homem das imagens parece ser realmente Yasuda.

Suga declarou que o governo não recebeu nenhum pedido de resgate, mas o ativista sírio que publicou o vídeo afirmou aos veículos de imprensa japoneses que o grupo armado teria pedido um pagamento em troca da libertação do jornalista.

Yasuda foi sequestrado em julho do ano passado por um grupo armado em uma área controlada pela Frente al Nusra, algumas horas depois de entrar em território sírio vindo da Turquia.

O repórter entrou na Síria com o objetivo de cobrir várias informações, como o assassinato do jornalista japonês Kenji Goto pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Dos 54 jornalistas sequestrados no mundo todo até dezembro do ano passado, 26 estão na Síria, segundo dados da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

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