Em ato na Paulista, Lula afirma que não aceitará outro golpe no Brasil

São Paulo, 18 mar (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu aos milhares de manifestantes reunidos nesta sexta-feira na Avenida Paulista, em São Paulo, que não aceitará outro golpe no Brasil e ressaltou que o governo brigará até o fim contra as tentativas da oposição de encurtar o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Lula, que hoje usou um tom mais conciliador que o empregado em seus últimos discursos, criticou os setores que querem "antecipar as eleições dando um golpe" em seu sucessora, em referência aos trâmites iniciados no Congresso para iniciar um processo de impeachment contra Dilma.

"Queria que todos os que estão contra o golpe e estão a favor que Dilma comande o país que levantem a mão para mostrar pra Dilma", clamou Lula durante a manifestação realizada em São Paulo em defesa do governo.

O ex-chefe de Estado foi fortemente ovacionado pelos cerca de 380.000 presentes, segundo cálculos dos organizadores, que se concentraram na Avenida Paulista para defender Dilma, Lula e a democracia.

Lula lembrou que democracia significa "acatar o resultado da maioria" e que ele nunca foi às ruas para protestar contra alguém que ganhou.

"Eu perdi a eleição em 1989, em 1994, em 1998. Já tinha perdido em 1982 para o governo de São Paulo e em nenhum momento vocês me viram sair às ruas para protestar contra alguém que ganhou", reforçou.

Lula também defendeu sua nomeação como ministro da Casa Civil, cargo do qual tomou posse ontem, mas que não pode exercer porque a designação foi suspensa por uma liminar, e afirmou que entrou no governo para ajudar à presidente a sair da crise política e econômica que afeta o país.

"Eu entrei para ajudar a presidente Dilma porque acredito que temos que restabelecer a paz e provar que este país é maior que qualquer crime no planeta Terra, que vai crescer e sobreviver", declarou Lula.

Fortemente aclamado, Lula ressaltou que a democracia é "um direito que não morreu" e afirmou que não há "espaço para o ódio", no meio da crescente polarização política no país.

As manifestações pacíficas em defesa do governo foram realizadas em 26 dos 27 estados e foram uma resposta ao grande protesto que no domingo levou às ruas 3,6 milhões de pessoas que pediram a renúncia de Dilma e a prisão de Lula, investigado na Operação Lava Jato.

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