Guarda Costeira dos EUA informa da morte de 9 imigrantes cubanos

Miami, 18 mar (EFE).- A Guarda Costeira dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira da morte de nove imigrantes cubanos quando tentavam chegar ao litoral da Flórida.

"Nossas profundas condolências às famílias das nove pessoas que recentemente perderam suas vidas", afirmou em comunicado o chefe do sétimo distrito da Guarda Costeira, Mark Gordon.

De acordo com a Guarda Costeira, 18 imigrantes cubanos foram resgatados hoje por um cruzeiro da companhia Royal Caribbean ao oeste da ilha Marco, no sudoeste da Flórida, com sintomas de "severa desidratação".

Os imigrantes relataram à Guarda Costeira que saíram de Cuba há 22 dias a bordo de frágeis embarcações, sobre as quais empreenderam um trajeto marítimo rumo aos EUA durante o qual outros nove imigrantes morreram em alto-mar.

"As perigosas águas das imediações da Flórida podem ser imperdoáveis" para as viagens ilegais e sem preparação, ressaltou Gordon.

A Guarda Costeira também informou hoje da repatriação de outros 42 cubanos à baía de Cabañas, no norte do país caribenho, e que foram interceptados em duas diferentes operações realizadas nesta semana.

Os imigrantes tentaram chegar por mar ao país e, antes de tocar terra, foram interceptados por agentes dessa instituição a bordo de rudimentares embarcações em águas do Atlântico.

Segundo a Guarda Costeira, no atual ano fiscal, que começou no último 1º de outubro, 2.420 cubanos foram interceptados no estreito da Flórida, 269 durante fevereiro.

Os cubanos que tocam território nos Estados Unidos são favorecidos pela Lei de Ajuste Cubano de 1966 e sua política de "pés secos/pés molhados", razão pela qual podem ficar no país, enquanto aqueles que são interceptados antes de alcançar a costa são deportados à ilha.

No último ano fiscal, entre 1º de outubro de 2014 e 30 de setembro de 2015, mais de 43.000 cubanos chegaram aos EUA, o que representou um aumento de mais de 77% com relação ao período anterior.

Segundo a Guarda Costeira, a incerteza sobre uma possível mudança da política migratória dos Estados Unidos em relação a Cuba disparou a chegada de imigrantes da ilha a este país desde que começou em dezembro de 2014 o processo de normalização de relações entre ambos governos, rompidas há meio século.

No marco desse processo, o presidente dos EUA, Barack Obama, iniciará no domingo uma visita oficial a Cuba, na qual deve reunir-se com seu colega cubano, Raúl Castro.

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