Nicolás Maduro se reúne com Raúl Castro em Havana

Havana, 18 mar (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu nesta sexta-feira em Havana com seu homólogo cubano, Raúl Castro, dentro da visita oficial realizada hoje para aprofundar os laços bilaterais e que acontece apenas dois dias antes da viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à ilha.

A reunião aconteceu no Palácio da Revolução após um ato oficial de recepção a Maduro, que antes visitou o Memorial José Martí, segundo informou a televisão cubana que transmitiu ao vivo a cerimônia em um programa especial por ocasião da visita.

Maduro chegou hoje a Cuba acompanhado de vários ministros de seu governo com o propósito de assinar um plano de cooperação com a ilha para o período 2016-2030 "a partir da visão de mecanismos de integração regionais como a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba)".

Como parte da visita, nesta manhã se reuniu em Havana a comissão de acompanhamento do Convênio Integral de Cooperação entre os dois países, um fórum que foi conduzido pelo ministro de Investimento Estrangeiro cubano, Rodrigo Malmierca, e pela chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez.

Em declarações a veículos de comunicação oficiais, Delcy Rodríguez afirmou que "não só serão reforçadas as linhas a trabalhar no atual calendário, mas serão abertas as vias para uma nova era nas relações Cuba-Venezuela".

Por sua parte, Malmierca garantiu que a cooperação cubano-venezuelana não só está mantida, mas se fortalece com novos temas e se projetará com um sentido de longo prazo.

A viagem de Maduro acontece apenas dois dias antes da histórica visita à ilha de Obama, que chegará no próximo domingo à tarde a Cuba, onde permanecerá até o dia 22 de março.

Cuba e Venezuela mantêm desde o ano 2000 um Convênio Integral de Cooperação, assinado pelos então presidentes Fidel Castro e Hugo Chávez, que abrange todo tipo de setores e que para Havana é particularmente importante pela parceria energética que lhe garante o fornecimento diário de mais de 100.000 barris de petróleo.

De forma reiterada Cuba expressou nos últimos tempos seu apoio incondicional a Maduro e a seu governo e rejeitou a ordem executiva dos Estados Unidos que considera a Venezuela uma ameaça para sua segurança nacional.

Na quinta-feira, em entrevista coletiva sobre a visita de Obama e as últimas medidas de Washington para flexibilizar o embargo, o ministro de Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, aproveitou para ressaltar a "enfática, irrestrita e plena" solidariedade da ilha com a Venezuela.

Nicolás Maduro voltará esta noite à Venezuela, segundo o programa divulgado aos veículos de comunicação.

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