Estado Islâmico reivindica ataque que matou 13 policiais no Sinai

Cairo, 19 mar (EFE).- A filial do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Egito reivindicou o ataque deste sábado contra um posto de controle da Polícia egípcia, que deixou pelo menos 13 policiais mortos na Península do Sinai.

O grupo Wilayat Sinai emitiu um breve comunicado através do Twitter no qual afirmou que realizou o ataque com um carro-bomba, dirigido por um terrorista suicida identificado como Abu Al Qaaqaa, que detonou o veículo ao lado do posto.

Segundo o comunicado, o ataque aconteceu no sul da cidade de Al Arish, a principal cidade do Sinai do Norte, próxima à fronteira do Egito com a Faixa de Gaza. O Wilayat Sinai disse que a ação é uma resposta a "revista feita em mulheres muçulmanas" pelas forças de segurança egípcias e a "humilhação".

O Ministério do Interior informou anteriormente que 13 policiais morreram no impacto de um foguete contra um posto de controle em uma estrada nos arredores de Al Arish.

Os atentados contra postos de controle da Polícia e do Exército egípcios são frequentes nesta região, onde operam grupos armados radicais. As ações aumentaram desde a derrocada militar do presidente islamita, Mohammed Mursi, em julho de 2013. O último grande aconteceu no ano passado e nele 17 militares morreram, segundo a versão do exército, embora o número oferecido por outras fontes seja muito superior.

O Egito declarou a província do Sinai do Norte zona de exclusão militar, impôs toque de recolher e fechou o acesso aos veículos de imprensa.

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