Interpol pede mais controle nas fronteiras após detenção de Abdeslam

Paris, 19 mar (EFE).- Interpol recomendou neste sábado a seus 190 países-membros que reforcem a vigilância em seus controles de fronteira porque a detenção de Salah Abdeslam ontem em Bruxelas, um dos terroristas dos atentados de novembro em Paris, poderia incitar seus cúmplices a agir.

Em comunicado, a Interpol afirmou que esses possíveis ataques de cúmplices de Abdeslam poderiam acontecer na Europa ou em outros lugares do mundo. Para evitá-lo, pediu a seus Estados-membros que intensifiquem a vigilância de documentos nas passagens de fronteira, em particular recorrendo a sua própria base de documentos roubados ou perdidos.

Essa base de dados, que reúne informações de 56 milhões de documentos de 172 países, inclui, aproximadamente, 250 mil passaportes sírios e iraquianos roubados e perdidos, 190 mil dos quais foram extraviados em branco. A organização lembrou que um desses passaportes foi utilizado por um dos suicidas que agiram no Stade de France, no primeiro dos atentados de 13 de novembro em Paris, que no total mataram 130 pessoas. As bases de dados de Interpol também têm informação de 6 mil "combatentes terroristas estrangeiros" fornecida por mais 50 países.

Seu secretário-geral, Jürgen Stock, parabenizou à Bélgica pela captura de Abdeslam, mas ressaltou que ele "é só uma peça de um grande quebra-cabeça".

"É vital que os países continuem cooperando e façam verificações com a informação disponível para evitar que os suspeitos escapem da rede", afirmou.

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