Santos reitera que não negociará paz com ELN até libertação de sequestrados

Bogotá, 19 mar (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, voltou a afirmou neste sábado que não iniciará diálogos de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN) até a libertação de todas as pessoas que o grupo mantém sequestradas.

Em um ato na cidade de Barichara, no departamento de Santander, Santos pediu ao ELN para soltar o policial Jair de Jesús Villar, sequestrado em 3 de fevereiro, refém que o arcebispo de Cali, Darío Monsalve, disse hoje que será posto em liberdade.

"Espero que isso aconteça nas próximas 24 horas. Um gesto positivo na diração correta", afirmou Santos sobre a possível liberação de Villar, capturado pelo ELN em uma área rural de Segóvia, cidade do departamento de Antioquia.

Neste sentido, Santos perguntou "o que o ELN está querendo?", já que liberta o cabo, mas cerca uma delegacia, e em seguida emendou: "Eu tenho a resposta: estão querendo dizer 'estamos vivos', mas sabem perfeitamente que não eles têm alternativa, porque, ou entram no ônibus da paz, ou vão terminar em um túmulo ou na prisão", ressaltou.

O ELN, segunda maior guerrilha do país, que desde janeiro de 2014 mantém contatos "exploratórios" com o governo para iniciar um diálogo de paz, também tem sequestrado desde 3 de setembro do ano passado o funcionário público Ramón Cabrales Camacho.

O presidente colombiano disse ter esperança de que "muito em breve" o ELN irá aderir a paz.

"Mas que fique muito claro: não começaremos essa fase pública (de diálogos de paz) sem que tenham liberado o outro sequestrado que têm em suas mãos", acrescentou.

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