Oposição síria rejeita adiamento de rodada de negociações

Genebra, 20 mar (EFE).- A oposição síria rejeitou neste domingo um eventual adiamento da próxima rodada de negociações de paz, prevista para o início de abril, motivado pelas eleições parlamentares convocadas pelo governo sírio para o dia 13 deste mês.

"Não aceitaremos uma postergação para que se realizem eleições que não têm legitimidade", disse aos jornalistas o porta-voz da delegação opositora nas negociações de paz, Salem Al Meslet.

Segundo ele, até o momento, sua delegação não foi informada pelo mediador da Organização das Nações Unidas (ONU) nas negociações sobre um eventual prolongamento do recesso previsto entre a atual e a próxima rodada perante um suposto pedido de Damasco para que esta última aconteça depois do pleito.

O coordenador adjunto da Comissão Suprema para as Negociações (CSN), uma aliança de grupos rebeldes e da oposição política no exílio criada para negociar com o governo, Yahia Qodmani, enfatizou também a necessidade de cumprir o calendário previsto.

O mediador da ONU, Staffan de Mistura, afirmou que a atual rodada, que começou no último dia 14, terminará no dia 24 e que, após um recesso de sete ou dez dias, começaria a seguinte.

"Estamos firmemente comprometidos com as datas estabelecidas por De Mistura. Queremos que as negociações continuem sem intervalo. Se o regime está cansado pode mandar outras pessoas (para negociar). Não podemos nos dar ao luxo de uma demora por todos os inocentes que estão morrendo", comentou Qodmani.

As consultas do mediador com as delegações serão retomadas amanhã, após um breve recesso no fim de semana, durante o qual cada parte devia trabalhar separadamente para tentar fazer avançar as consultas nos próximos dias.

Em entrevista coletiva, os porta-vozes da CSN disseram que na terça-feira será apresentado a De Mistura "um plano detalhado" para resolver o conflito armado na Síria e realizar uma transição política. Esse documento inclui as respostas de 30 perguntas que a aliança opositora colocou e que acredita que contribuirá para o progresso das negociações, nas quais "o regime segue rejeitando qualquer discussão sobre o futuro da presidência de Bashar al Assad".

"Todos os que trabalharam nesses documentos são especialistas. Nós representamos todo o espectro do povo sírio", enfatizou Salem Al Meslet.

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