Partido opositor da Guiné Equatorial anuncia que não irá disputar eleições

Redação Central, 20 mar (EFE).- A opositora Convergência para a Democracia (CPDS), maior partido de oposição parlamentar na Guiné Equatorial, anunciou neste domingo em comunicado que não concorrerá às eleições presidenciais convocadas para 24 de abril.

A CPDS fez esse anúncio após se reunir sua Comissão Executiva Nacional em Malabo, capital do país, de forma extraordinária "para analisar e debater sobre as eleições presidenciais que o presidente (Teodoro) Obiang, acabava de convocar ilegalmente para o próximo dia 24 de abril, assim como o clima político e social no qual elas vão se desenvolver". O partido, liderado por Andrés Esono, justificou sua decisão mais de uma semana depois de se reunir com Obiang.

"O censo está infestado de irregularidades e sua elaboração não respondeu às exigências da oposição para ser biométrico", informou.

A formação, com duas cadeiras uma nas Câmaras Alta e Baixa, disse que "contrariamente ao prometido pelo governo, os dados detalhados do censo não foram fornecidos aos partidos políticos para análise". A falta de uma administração eleitoral independente, uma convocação injustificada e prematura, a falta de tempo de preparação por parte da oposição e a instauração de um estado de sítio não declarado são outras das razões dadas pelo partido social-democrata para não concorrer ao pleito.

A CPDS acusa Obiang, no poder desde 1979, de não ter "a mínima vontade de organizar eleições críveis".

"Para manter-se no poder, ele está disposto a criar um clima de violência para justificar todo tipo de abuso à população e aos atores políticos da oposição, em um momento de descontentamento generalizado no país pela crise econômica causada pela má gestão dos recursos naturais, a corrupção e o nepotismo".

O partido opositor pediu a seus militantes e simpatizantes para "não se envolverem em atividades eleitorais e não votar".

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