Senegal vota em referendo para reduzir mandato presidencial de 7 a 5 anos

Dacar, 20 mar (EFE).- Os senegaleses começaram a exercer neste domingo seu direito ao voto em um referendo convocado pelo presidente, Macky Sall, sobre uma reforma da Constituição que inclui a redução de 7 a 5 anos do mandato presidencial.

Os colégios abriram como estava previsto às 8h local (5h, em Brasília), mas a afluência de eleitores é baixa até o momento na maioria de zonas do país, informam emissoras de rádio locais.

Mais de cinco milhões de senegaleses estão chamados a se pronunciar sobre 15 reformas constitucionais que serviriam, entre outras coisas, para outorgar novos poderes ao parlamento e permitir candidaturas independentes em todas as eleições, além de reduzir o mandato presidencial.

Outra das emendas daria aos senegaleses que vivem no exterior a possibilidade de escolher seus próprios representantes no parlamento.

O presidente Sall pede o voto favorável para dar "um passo adiante" rumo a uma democracia com mais direitos para os cidadãos.

A reforma é rejeitada pela coalizão opositora "Gor qual waxja" (o homem digno deve cumprir com sua palavra, em língua wolof), que pede o "não" ao considerar que as mudanças "não fornecem nada ao país".

Os colégios permanecerão abertos até as 18h local (15h, em Brasília), quando começará uma apuração que espera-se que conclua em três ou quatro dias.

Cerca de 4 mil soldados da polícia e da gendarmaria foram desdobrados em todo o país para garantir a segurança nas 12 mil mesas eleitorais distribuídas por todo o território.

As autoridades senegalesas abriram também 647 mesas em 39 países da África, América, Ásia e Europa, o que permitirá que os mais de 200.000 senegaleses que vivem no exterior também votem.

A iniciativa de Sall de reduzir seu mandato contrasta com a atitude de presidentes de países como Burundi, Ruanda, a República Democrática do Congo (RDC) e Congo-Brazzaville, que impulsionaram reformas constitucionais para eliminar a limitação de mandatos e seguir no poder.

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