Sobe para 15 os policiais egípcios mortos em ataque do EI no Sinai

Cairo, 20 mar (EFE).- Pelo menos 15 policiais egípcios morreram em um ataque no sábado reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na cidade de Al Arish, no norte da Península do Sinai, informou hoje o Ministério do Interior.

O órgão do Interior elevou o número de vítimas mortais de 13 para 15 em um novo comunicado, no qual identificou os falecidos e enviou os pêsames a seus parentes.

As vítimas são dois capitães, um subtenente e 12 recrutas, que se encontravam em um posto de controle situado na circunvalação de Al Arish, capital da província do Norte do Sinai e próxima à fronteira do Egito com a Faixa de Gaza.

Segundo o Ministério do Interior, o ataque foi perpetrado com uma bomba, embora a braço egípcio do EI tenha afirmado ao assumir a autoria que se tratou da explosão de um carro-bomba.

O grupo Wilayat Sina (Província do Sinai) disse que um suicida identificado, como Abu al Qaaqaa, detonou o veículo junto ao posto de controle da Polícia.

A filial egípcia do EI garantiu que o ataque foi em resposta à "revista de mulheres muçulmanas" por parte das forças de segurança egípcias e sua "humilhação".

Os atentados contra postos de controle da Polícia e do Exército egípcios são frequentes no norte do Sinai, e se multiplicaram desde a derrocada militar do presidente islamita, Mohammed Mursi, em julho de 2013.

O último grande ataque foi registrado no verão do ano passado e nele morreram 17 uniformizados, segundo a versão do Exército, embora o número oferecido por outras fontes era muito superior.

O Egito declarou a província do Norte do Sinai zona de exclusão militar, impôs toque de recolher e fechou o acesso aos veículos de imprensa.

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