Turquia investiga autoria do atentado suicida de Istambul com exame de DNA

Istambul, 20 mar (EFE).- A autoria do atentado suicida de Istambul que no sábado deixou cinco mortos e 30 feridos na cêntrica rua Istiklal será determinada mediante um teste de DNA, embora todas as pistas conduzam para as redes jihadistas, informa neste domingo o jornal turco "Hürriyet".

Não há dúvida sobre os restos do agressor, que teve a cabeça separada do corpo após a explosão, mas falta identificar de que pessoa se trata, por isso que a polícia encarregou dois testes de DNA a possíveis parentes, afirma o jornal.

Em um primeiro momento, vários veículos de imprensa turcos filtravam dados policiais segundo os quais o agressor poderia ser Savas Yildiz, um de quatro destacados jihadistas da Turquia que está em busca e captura desde o massacre de outubro em Ancara.

A Yildiz, que em 2007 estava fichado como ativista de grupos ultra-marxistas, mas que posteriormente parece ter passado ao islamismo violento, são atribuídos também dois ataques contra escritórios do partido esquerdista e pró-curdo HDP em maio passado.

Uma prova de DNA, praticada em seu pai, que vive na cidade meridional de Adana, deixará claro se esta pista é correta.

A outra opção é que o suicida seja Mehmet Ö., um suspeito cuja presença no local do crime a polícia acredita ter descoberto em imagens de câmeras de segurança e registros telefônicos.

Também o pai de Mehmet Ö., residente na província de Gaziantep no sul da Turquia, foi contatado para que dê amostras de DNA.

Segundo "Hürriyet", a polícia desconhece os vínculos políticos de Mehmet Ö, mas a emissora "NTV" assegura que esta pessoa também é suspeita de fazer parte das redes jihadistas.

Em todo caso foi possível constatar que o suicida tinha rodeado a carga de explosivos que levava com bolas metálicas para causar um maior número de feridos, um sistema que também foi empregado nos atentados de Suruç em julho passado e de Ancara em outubro.

As autoridades turcas não têm dúvidas que aqueles dois massacres foram perpetradas por jihadistas turcos formados pelo grupo terrorista denominado Estado Islâmico (IS) na Síria.

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