Brasil pedirá extradição de empresário preso em Portugal por Lava Jato

Rio de Janeiro, 21 mar (EFE).- O Brasil solicitará a Portugal a extradição de um dos acusados de participar da rede de corrupção na Petrobras, que estava foragido desde o ano passado e foi detido nesta segunda-feira na 25ª fase da Operação Lava Jato.

O empresário Raúl Schmidt Felipe Júnior é acusado de intermediar os subornos que eram dirigidos ao então diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada, informou o Ministério Público Federal em comunicado.

A detenção aconteceu em uma ação conjunta das autoridades brasileiras e portuguesas.

A operação de hoje foi a primeira da Lava Jato executada fora do Brasil. A ordem de detenção foi cumprida por agentes da Polícia Judiciária e do Ministério Público português.

O MP afirmou que solicitará a extradição de Schmidt assim que terminarem todas as diligências solicitadas às autoridades portuguesas.

Além da detenção de Schmidt em Portugal, já comunicada pelas autoridades portuguesas às brasileiras, a operação incluiu revistas em imóveis do acusado.

Felipe Júnior tem nacionalidade portuguesa e é ex-funcionário da Petrobras. Ele vivia em Londres, onde é proprietário de uma galeria de arte, mas se mudou para Portugal quando o esquema de corrupção na Petrobras começou a ser destrinchado, há exatos dois anos.

Sua detenção foi ordenada em julho de 2015 pelo juiz Sergio Moro, da justiça federal de Curitiba, que lidera a investigação da Lava Jato.

Schmidt foi representante da Petrobras em Angola entre 1994 e 1997 e desde 2007 atuava como intermediário entre a Petrobras e alguns de seus abastecedores no exterior.

O MP o acusa de ter recebido dinheiro dos clientes que queriam assinar contratos com a estatal brasileira e de repassar parte desses recursos desviados tanto a Zelada, com quem tem vínculos próximos, como a outros dois diretores da Petrobras que já foram condenados: Renato Duque e Néstor Cerveró.

Segundo as autoridades brasileiras, cerca de 20 grandes terceirizados da Petrobras montaram um cartel para distribuir os contratos com a companhia petrolífera, superfaturando as operações durante pelo menos uma década.

Para garantir os contratos, o suborno era repartido com vários dos diretores da Petrobras, dezenas de autoridades e de políticos.

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