Cuba liberta vários dissidentes detidos após marcha das Damas de Branco

Havana, 20 mar (EFE).- Opositores cubanos que foram detidos no início da tarde deste domingo em Havana após a habitual passeata das Damas de Branco começaram a ser libertados agora à noite, informaram à Agência Efe fontes da dissidência.

Entre os opositores já libertados está a líder das Damas de Branco, Berta Soler, e seu marido, o ex-prisioneiro político Ángel Moya, assim como o ativista Antonio González Rodiles, o grafiteiro Danilo Maldonado e o músico Gorki Águila.

Soler disse à Efe que não pode determinar quantos opositores dos cerca de 60 detidos esta tarde já estão em liberdade e, no caso das mulheres de seu grupo, desconhece sua situação atual porque algumas viajaram de outras províncias e não sabe se foram devolvidas a seus lugares de origem.

Segundo a dissidente, outras de suas companheiras lhe explicaram que foram soltas, mas permanecem vigiadas no entorno de suas casas para impedir-lhes de sair.

As detenções deste domingo aconteceram poucas horas antes da chegada a Havana do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que na agenda de sua histórica visita à ilha incluiu um encontro com membros da dissidência interna.

Há 46 semanas consecutivas, a marcha dominical das Damas de Branco acaba com detenções, segundo denunciou reiteradamente este grupo dissidente feminino.

De acordo com o último relatório da dissidente Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), única que faz apuração de detenções e outros atos de repressão na ilha, nos dois primeiros meses deste ano foram registradas pelo menos 2.555 detenções por motivos políticos.

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