Sanders afirma que será "amigo" de Israel e dos palestinos caso seja eleito

Washington, 21 mar (EFE).- O pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos Bernie Sanders afirmou nesta segunda-feira que, caso seja eleito, será "amigo" tanto de Israel como dos palestinos, e pediu a Jerusalém que acabe com a "ocupação do território palestino" para poder alcançar a paz na região.

"Se eu for eleito presidente, trabalharei incansavelmente na causa da paz como parceiro e amigo de Israel. Mas, para ter sucesso, devemos ser amigos não só de Israel, mas também do povo palestino, onde em Gaza há uma taxa de desemprego de 44%, a maior do mundo", disse Sanders em ato em Salt Lake City, no estado de Utah.

"Há sofrimento demais em Gaza para ser ignorado", insistiu o senador por Vermont, que sustentou que o melhor caminho para acabar com o conflito palestino-israelense é uma negociação franca entre ambas as partes que permitam a criação de dois Estados.

Sanders afirmou que a paz passa pelo reconhecimento global do direito de Israel de existir como Estado e que Hamas e Hezbollah cessem suas tentativas de "minar a segurança" do país, além de questões como o reconhecimento dos direitos de autodeterminação, dos direitos humanos e do bem-estar econômico dos palestinos.

"A paz significará acabar com a ocupação do território palestino, estabelecendo fronteiras estipuladas mutuamente. A paz significará acabar com o bloqueio econômico de Gaza", ressaltou o pré-candidato autoproclamado social-democrata, em uma postura incomum para os Estados Unidos, que tem Israel como principal aliado.

Embora não seja praticante, caso seja eleito presidente, Sanders seria o primeiro judeu a presidir o Salão Oval, e conforme lembrou hoje, é o único dos candidatos que tem laços pessoais com Israel por ter vivido em um kibutz (fazenda coletiva).

O senador independente por Vermont foi o único dos cinco candidatos que ainda seguem na corrida pela Casa Branca que não compareceu à conferência anual do Aipac, o maior grupo de pressão política pró-Israel nos EUA, e que continuou a fazer campanha para a jornada de primárias desta terça-feira em Utah, Arizona e Idaho.

A rival na disputa democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, afirmou hoje que os EUA não podem se manter "neutros" no conflito palestino-israelense "quando os foguetes caem sobre bairros residenciais" e afirmou que a relação com Israel será tratada como prioridade caso seja eleita.

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