EUA descartam ameaça "crível" de ataques similares aos de Bruxelas

Washington, 22 mar (EFE).- O secretário do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jeh Johnson, garantiu nesta terça-feira que não há no país uma ameaça "específica e crível" de possíveis atentados terroristas similares aos ocorridos na Bélgica, que deixaram pelo menos 34 mortos e mais de 200 feridos.

"Neste momento não temos informação de inteligência específica nem crível de nenhuma ameaça para a realização de ataques similares aqui nos Estados Unidos", declarou hoje o responsável por segurança em comunicado.

"Dito isto, permanecemos muito concentrados na ameaça de atores terroristas solitários que podem não ter uma conexão direta com uma organização terrorista estrangeira. Estamos preocupados com o fato de que indivíduos ou pequenos grupos radicalizados possam executar um ataque em território nacional com pouco aviso prévio", acrescentou o titular de Segurança Nacional.

Por este motivo, Johnson afirmou que os Estados Unidos seguem comprometidos no esforço de identificar e impedir terroristas estrangeiros que possam querer chegar ou sair do país.

O titular de Segurança Nacional explicou que seu departamento, junto com as forças da lei e de inteligência, está realizando uma série de ações para efetuar um acompanhamento dos incidentes em Bruxelas, atuar junto com as autoridades locais e aumentar a segurança nos EUA.

Johnson ressaltou que os Estados Unidos aumentaram a troca de informação com as autoridades belgas e francesas desde os atentados de novembro do ano passado em Paris, e tem procedimentos para "identificar e prevenir" que indivíduos suspeitos viajem da Bélgica para território americano.

Além disso, a Administração de Segurança no Transporte (TSA) reforçou a segurança nos aeroportos das maiores cidades dos EUA como medida de precaução, entre outras medidas.

Como já fez hoje o presidente dos EUA, Barack Obama, Johnson manifestou sua solidariedade com o povo belga e condenou os ataques terroristas.

O secretário também ofereceu o apoio dos EUA às autoridades belgas para fazer todo o possível a fim de levar à justiça os responsáveis pelos ataques, que foram assumidos pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

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