França reforça medidas de segurança após atentados de Bruxelas

(Atualiza com novas declarações)

Paris, 22 mar (EFE).- A França aumentou nesta terça-feira as medidas de segurança com o reforço do controle das fronteiras e as infraestruturas de transporte aéreo, marítimo e terrestre do país, após os atentados que mataram pelo menos 21 pessoas em Bruxelas.

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, anunciou que um gabinete de crise do governo acordou desdobrar 1,6 mil policiais e gendarmes adicionais no país, que está em estado de emergência após os atentados de 13 de novembro de 2015 que deixaram 130 mortos e mais de 300 feridos.

O desdobramento desses agentes, disse, ao término da reunião do gabinete de crise no Eliseu, reforçará o controle das fronteiras e das infraestruturas de transporte aéreo, marítimo e ferroviário.

O ministro lembrou que a mobilização na França já tinha sido elevada após os ataques denovembro, quando foram enviados cinco mil policiais e gendarmes ao controle das fronteiras, "particularmente as do norte".

No total, segundo seus dados, 220 pontos são alvo de controle, 42 deles de forma "sistemática e permanente". Nesses quatro meses seis milhões de pessoas passaram pela fiscalização, e 10 mil foram impedidos de entrar em território francês.

Após a detenção, na sexta-feira em Bruxelas do jihadista que é considerado o mentor dos atentados de Paris, Salah Abdeslam, o Executivo pediu o reforço do conjunto do dispositivo, o que também fez hoje depois dos novos ataques.

O governo afirmou que o acesso às zonas comuns das infraestruturas de transporte, onde patrulhas militares vão ajudar os agentes já desdobrados, só será permitido às pessoas com passagem e/ou com um documento de identidade.

"Estes últimos eventos mostram a importância de iniciar o mais rápido possível os pedidos já feitos à União Europeia de reforçar a coordenação e a luta antiterrorista", disse Cazeneuve.

Entre elas, que a Europa tenha um registro de dados de passageiros (PNR), o reforço das modalidades de controle dentro do espaço Schengen, que as fichas de criminosos sejam conectadas ao sistema de informação Schengen e que uma "task force" de luta contra os documentos falsificados possa intervir "sem demora".

"É essencial manter uma mobilização e uma vigilância à altura da ameaça particularmente forte que enfrentamos e reagir com sangue frio, lucidez e agilidade em todos os assuntos", ressaltou.

O ministro francês de Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, acrescentou em outro comunicado que após uma conversa telefônica com o ministro belga, Didier Reynders, França e Bélgica decidiram "aumentar sua coordenação na luta contra o terrorismo".

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