Novo atentado no coração da Europa provoca comoção e eleva preocupação

Bruxelas, 22 mar (EFE).- Os atentados ocorridos nesta terça-feira no aeroporto de Zaventem e na estação de metrô de Maalbeck, em Bruxelas, comoveram o mundo e elevou a preocupação entre os líderes europeus pelo terrorismo, que desta vez atacou o coração da Europa.

Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas nas explosões que atingiram o aeroporto, enquanto outras 15 morreram e 55 ficaram feridas no atentado na estação de metrô, no centro da cidade, junto à sede da maior parte das instituições europeias.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou que "este é um momento negro" para o país, após confirmar que há vários mortos e feridos, alguns em estado grave.

"Há vários mortos e feridos, alguns em estado grave", afirmou em entrevista coletiva Michel, na qual não deu números concretos de vítimas, mas pediu à população que "neste momento mais do que nunca" mantenha "a calma".

"Vou pedir a todo o mundo que tenha calma, mas também solidariedade", sustentou, ao mesmo tempo que reconheceu que é "preciso enfrentar essas ameaças unidos e com solidariedade".

"Estamos em guerra. A Europa sofre há vários meses atos de guerra. E perante esta guerra é preciso uma mobilização de todas as instâncias", indicou o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ao término de uma reunião do gabinete de crise criado no Eliseu.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que está "comovido" e "preocupado".

"Faremos tudo que for possível para ajudar", escreveu Cameron em sua conta no Twitter após a divulgação das explosões e informou que presidirá uma reunião do comitê de emergência Cobra, formado pelos principais membros do governo e as forças de segurança, em resposta aos atentados.

Os reis da Espanha expressaram consternação e expressaram sua solidariedade e apoio ao povo belga e a suas instituições.

"Consternados pelos atentados na capital da Europa #Bruxelas Nossa solidariedade e apoio à Bélgica, suas instituições e ao povo belga", escreveram Felipe de Bourbon e a rainha Letizia na conta oficial da Casa Real no Twitter.

O ministro alemão de Justiça, Heiko Haas, qualificou de "atos abomináveis" os atentados que representam "um dia negro para a Europa".

"Esses atentados afetam a todos", afirmou o titular de Justiça do governo da chanceler Angela Merkel, em mensagem divulgada por sua conta no Twitter.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou de "selvagem" a série de atentados e pediu que a cooperação internacional seja estreita para fazer frente ao terrorismo internacional.

"O presidente condenou estes crimes selvagens, expressou suas condolências ao povo belga, ao rei dos belgas, e mostrou sua mais absoluta solidariedade com os belgas nesta hora difícil", disse aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

O primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa, expressou sua solidariedade com o governo belga, com as autoridades de Bruxelas e seus cidadãos.

"Expressamos a solidariedade da Grécia com o povo belga. O medo, o ódio religioso e o racismo não devem vencer na Europa", disse o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, através da rede social Twitter, desde onde expressou sua solidariedade com a Bélgica.

"As notícias desde Bruxelas são perturbadoras. Os ataques são condenaveis", indicou em sua conta no Twitter o primeiro-ministro da Índia, Marendra Modi.

E desde a Austrália, o primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, se mostrou "extremamente preocupado pelos ataques em Bruxelas. Os pensamentos, orações e solidariedade dos australianos estão com o povo belga", disse em um tweet.

Desde a Comissão Suprema para as Negociações (CSN) da Síria, em Genebra, a principal aliança opositora nesse país, também condenou os ataques e expressou suas condolências às vítimas.

"O mundo deve se unir para poder derrotar o terrorismo. A CSN e os sírios oferecem sua solidariedade aos belgas", afirmou o porta-voz da CSN, Salem al-Maslet, em comunicado.

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