Oposição denuncia que governo sírio está criando novas áreas de cerco militar

Genebra, 22 mar (EFE).- A oposição síria acusou nesta terça-feira o governo do país de estabelecer novos cercos militares em áreas povoadas, reforçar outros já existentes e atacar civis com barris explosivos, ao mesmo tempo que participa das negociações de paz em Genebra, sob mediação da ONU.

"O regime está reforçando alguns cercos, criando outros novos em regiões onde houve acordos locais de reconciliação e, há três dias, lançou barris explosivos", disse Assad al Zoubi, que lidera a delegação da oposição na Suíça.

O representante da oposição afirmou os incidentes estão ocorrendo na zona rural de Homs, em Aleppo e em Latakia, e acusou o governo de estar violando a resolução do Conselho de Segurança da ONU, que estabelece o fim dos cercos militares.

Além disso, Zoubi denunciou que na cidade de Zerba, na periferia norte de Damasco, onde há um acordo com o governo, há cinco dias não se permite a entrada de alimentos nem outros produtos vitais.

Segundo Zoubi, há 25 áreas sitiadas, contra as 18 identificadas pela ONU. Sete delas - uma controlada pelo grupo terrorista Estado Islâmico - não recebem ajuda humanitária há muito tempo.

A delegação de oposição descreveu como "frutífera" a reunião de trabalho realizada hoje com o mediador da ONU nas negociações, Staffan de Mistura, a quem foram apresentados três documentos.

O chefe do grupo de oposição explicou que eles abordam procedimentos, a libertação dos presos políticos e os "princípios básicos de transição na Síria".

No início das negociações, que começaram no último dia 14, a delegação governamental levou a De Mistura um documento com ideias similares. O primeiro item, porém, é a luta contra o terrorismo.

Os delegados do regime do presidente Bashar al Assad seguem se negando a falar sobre transição política, criticou Zoubi.

"Mas é isso que as pessoas reivindicam: um órgão de governo transitório que tome o poder para organizar eleições e elaborar uma nova Constituição. Onde Assad nem figuras chave de seu regime terão participação", acrescentou o representante da oposição.

Zoubi disse que essa autoridade executiva garantiria a igualdade e as liberdades civis de todos os sírios, incluindo as minorias.

"Qualquer coisa abaixo disso seria inaceitável. A Síria pertence a todos os sírios, não a uma pessoa que tem sangue entre as mãos", criticou.

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