Parlamento tcheco se recusa a eliminar obrigação de vistos para turcos

Praga, 22 mar (EFE).- A câmara baixa do parlamento da República Tcheca se recusou nesta terça-feira a exonerar os cidadãos turcos da obrigação de visto ao viajar à Europa, o que transgrede o acordo alcançado entre a União Europeia (UE) e a Turquia na semana passada em Bruxelas.

Contra a eliminação dos vistos votaram 86 deputados dos 153 presentes - de uma câmara de 200 cadeiras -, segundo dados do parlamento.

A UE e a Turquia selaram na semana passada um acordo que prevê a devolução de todos os imigrantes irregulares - o que inclui também os litigantes de asilo - que cheguem à Grécia procedentes desse país.

Por sua vez, a UE se comprometeu a receber do território turco uma quota inicial de 72.000 refugiados sírios.

Em troca dessas medidas, a UE aceitou antecipar para junho a liberalização de vistos aos cidadãos turcos.

O primeiro-ministro tcheco, o social-democrata Bohuslav Sobotka, se mostrou surpreendido pelo fato de o parlamento ter rejeitado a liberalização dos vistos, porque essa decisão "está em contradição com a posição do governo".

Cinco deputados de seu partido acompanharam a proposta de rejeitar a eliminação dos vistos.

Outro dos pontos definidos pelos deputados tchecos é que não têm lugar no espaço de Schengen aqueles países que não são capazes de controlar suas fronteiras exteriores, em aparente alusão à Grécia.

Os parlamentares também voltaram a pronunciar-se contra as cotas obrigatórias de distribuição de solicitantes de asilo, tal como foram aprovadas pelo Conselho Europeu em setembro do ano passado. EFE

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