Turquia condena atentados em Bruxelas, mas pede reprovação também ao PKK

Istambul, 22 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, condenou nesta terça-feira os atentados em Bruxelas, mas lamentou que não essa reprovação se estenda contra o grupo armado Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK).

"Condenamos os ataques que aconteceram nesta manhã em Bruxelas. Oferecemos nossas condolências ao povo belga. Convido toda a humanidade a reagir unida contra todo tipo de terrorismo", disse Davutoglu durante um pronunciamento no parlamento.

Mas logo em seguida ele criticou "os acadêmicos da Turquia, que não disseram nenhuma palavra crítica ao PKK", em referência a um manifesto contra a guerra civil no sudeste, assinado por mil universitários turcos.

No domingo, as autoridades turcas convocaram o embaixador belga em Ancara para se queixar de simpatizantes do PKK terem sido autorizados a colocar uma tenda informativa em Bruxelas durante a cúpula UE-Turquia sobre refugiados, que contou com a presença de Davutoglu.

O último atentado suicida na Turquia, no sábado em Istambul, foi aitrubído ao Estado Islâmico, mas o anterior, que deixou 37 mortos em Ancara em 13 de março, foi reivindicado pelos Falcões da Liberdade de Curdistão (TAK), uma facção radical dissidente do PKK.

O primeiro-ministro avaliou que "esta rápida sucessão de ataques mostra como trabalham: às vezes o EI vai em auxílio ao PKK, e de forma constante o 'Estado paralelo" os ajuda, em referência às redes de simpatizantes do predicador islamita exilado Fethullah Gülen, mas da qual não há informação sobre atos violentos.

Na realidade, os setores marxistas curdos são inimigos das redes jihadistas e foram alvo do primeiro atentado suicida do EI na Turquia.

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