Governo egípcio troca 10 ministros em meio a crise econômica

Cairo, 23 mar (EFE).- O presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, tomou nesta quarta-feira o juramento de dez novos ministros, após uma remodelação parcial do governo que afetou as pastas de Finanças, Investimentos, Trabalho e Turismo, entre outras, devido à crise econômica.

Os novos titulares destas quatro pastas são Amro Ali al Garehi (Finanças), Dalia Jorshed (Investimentos), Mohammed Mahmoud Safan (Trabalho) e Mohammed Yehia Rashed (Turismo), informou a presidência egípcia, citada pela agência oficial "Mena".

O primeiro-ministro, Sherif Ismail, garantiu hoje que a prioridade do governo é "racionalizar o gasto público", alcançar uma taxa de crescimento de pelo menos 6% e reduzir o desemprego e a inflação a menos de 9%.

O Banco Central desvalorizou a libra egípcia em 14,4% na semana passada, para entre 7,73 a 8,85 em relação dólar, por causa da falta de moeda estrangeira que está afetando cidadãos e empresas.

O objetivo é sanear as reservas de divisas no Egito, que em fevereiro eram de US$ 16,533 bilhões, menos da metade dos US$ 36 bilhões que havia nos cofres antes da revolução de 2011.

Esta escassez se deve em grande parte à queda do turismo, uma das principais fontes de receita no país, devido à instabilidade dos últimos anos.

O golpe definitivo para o setor foi a derrubada de um avião russo com uma bomba na Península do Sinai em outubro do ano passado, matando as 224 pessoas à bordo.

Este acidente pode ter influenciado as mudanças realizadas nos Ministérios de Transporte e no de Aviação Civil, para onde foram designados Galal Mustafa Said e Sharif Fathi Attiyah, respectivamente.

Outra das pastas que sofreu mudanças foi a Justiça, agora dirigida pelo juiz Hosam Abdel Raheem. Ele substituiu Ahmed al Zend, que renunciou mês após a polêmica surgida por um comentário que fez sobre o profeta Maomé.

Os outros ministros que tomaram posse hoje foram o de Recursos Hídricos, Mohammed Abdelati Khalil; Obras Públicas, Ashraf al Sharqaui; e Antiguidades, Khaled al Anani.

Não houve mudanças nas principais pastas, como Defesa, Interior e Exteriores, que continuam ocupadas por Sedqi Sobhi, Magdi Abdelgafar e Sameh Shukri, respectivamente.

No plano financeiro também foram nomeados quatro novos vice-ministros, para assuntos como Fazenda Pública e Políticas Tarifárias.

O chefe do governo insistiu que "não se pode adiar a tomada de decisões" na economia, ao defender o desenvolvimento da produção nacional e dar oportunidades de trabalho aos jovens.

O Executivo é "sério em propiciar uma atmosfera adequada para captar investimentos, pôr fim à burocracia e racionalizar a importação indiscriminada para se concentrar na indústria local", disse Ismail.

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