Bélgica confirma vínculo de terrorista de Bruxelas com atentado de Paris

Bruxelas, 24 mar (EFE).- A Promotoria Federal belga confirmou nesta quinta-feira que existem vínculos dos terroristas suicidas que agiram na terça-feira em Bruxelas com os atentados de Paris de novembro, ao revelar que um deles tinha alugado uma casa em Charleroi, no sul da Bélgica, que serviu para preparar os ataques na capital francesa.

Em comunicado, a Promotoria explicou que Khalid el-Bakraoui, que promoveu o ataque suicida no metrô em uma estação próxima às instituições europeias de Bruxelas, alugou um quarto na rua do Fort, na cidade de Charleroi. O quarto, segundo os investigadores, serviu de esconderijo ao grupo terrorista que cometeu os atentados de novembro em Paris, nos quais 130 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.

Mesmo com suspeitas contra Khalid el-Bakraoui, que utilizou um carteira de identidade belga falsa com nome de Ibrahim Maaroufi, o Ministério Público precisou de dois dias para emitir um euro-mandato e um mandato de prisão internacional contra ele. Seu irmão, Ibrahim, foi um dos dois terroristas suicidas que agiram na terça-feira no Aeroporto Internacional de Zaventem, em Bruxelas. Hoje é alvo de uma grande polêmica na Bélgica e com a Turquia, de onde foi expulso no ano passado após ter sido detido como "combatente estrangeiro".

O governo belga reconheceu que, quando a Turquia lhe comunicou o motivo da detenção e anunciou a expulsão de Ibrahim, não estava determinada sua vinculação com grupos terroristas e só se sabia que tinha um longo histórico como criminoso comum.

Por outro lado, a Promotoria Federal indicou que uma pessoa que foi detida no mesmo dia dos atentados, no bairro bruxelense de Schaerbeek relacionada aos fatos, foi liberada após passar por um longo interrogatório.

Ontem, os investigadores realizaram batidas em domicílios dos irmãos el-Bakraoui em Bruxelas, mas não informaram novos dados sobre à investigação.

Nos atentados de terça-feira no Aeroporto de Zaventem e no metrô de Bruxelas 31 pessoas morreram e 300 ficaram feridas.

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