Karadzic é condenado a 40 anos de prisão por genocídio e crimes de guerra

Haia, 24 mar (EFE).- O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) condenou nesta quinta-feira o ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic a 40 anos de prisão pelo genocídio em Srebrenica e outros nove crimes de guerra e contra humanidade no conflito da Bósnia (1992-1995).

Em seu veredicto, o TPII declarou Karadzic culpado por genocídio, cinco crimes contra a humanidade (perseguição, extermínio, assassinato, deportação e atos desumanos) e quatro de guerra (assassinato, terror, ataques ilegais a civis e fazer reféns).

Quanto ao massacre de Srebrenica, o veredito do tribunal da ONU afirma que entre 11 de julho e 1º de novembro de 1995, Karadzic participou de uma "organização criminosa conjunta" para matar milhares de homens bósnios muçulmanos e deslocar de maneira forçada mulheres, idosos e crianças durante a guerra civil do país.

Karadzic era o líder dos sérvios da Bósnia quando Srebrenica foi tomada pelas forças do general Ratko Mladic, que executaram 8 mil bósnios muçulmanos, o maior massacre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

As tropas servo-bósnias também mantiveram um cerco de quatro anos em Sarajevo, em uma campanha que utilizou bombardeiros e franco-atiradores. Só na cidade, morreram 11.541 pessoas, entre eles mil crianças.

Karadzic também foi condenado pelo TPII por sua responsabilidade como superior, já que "sabia ou tinha razões para saber que esses crimes seriam cometidos ou estavam ocorrendo em forças sob seu controle efetivo, não prevenindo-os nem punindo seus autores".

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