Milícias líbias se opõem à instalação de "governo da ONU" em Trípoli

Trípoli, 27 mar (EFE).- As principais milícias da Líbia criticaram neste domingo a instalação de "um governo designado pela ONU" em Trípoli, capital do país, e pediram à população para se opor à medida.

Em comunicado divulgado hoje, os líderes milicianos classificaram o "governo da ONU" de "ilegal" e alertaram que a eventual instalação do novo Executivo em Trípoli colocaria a cidade em um estado de "conflito armado permanente".

"Tentam uma conspiração. Instalar um governo ilegal na capital deixará Trípoli em situação de conflito permanente", diz a nota.

As milícias signatárias, que controlam perto de 70% do território do país, pedem ao governo de unidade e ao Conselho Presidencial designado pela ONU que faça uma definição clara de terrorismo.

"Esse governo deve esclarecer o termo terrorismo, e explicar se isso inclui ou não as milícias de Benghazi, de Derna e o Maylis al Shura", diz o comunicado.

Há uma semana, o Conselho Presidencial designado pela ONU e o governo de união nacional eleito por ele anunciaram o desejo de se mudar para a capital e assumir o controle político do país "em questão de dias".

A medida, apoiada pela comunidade internacional apesar de o novo Executivo não ter sido ratificado pelo parlamento de Tobruk, foi criticada pelo governo de Trípoli, que alertou que irá prender os membros de ambos os órgãos que viajarem à capital.

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