Partidos espanhóis retomam negociações para governo 100 dias após eleições

Madri, 29 mar (EFE).- Os partidos políticos espanhóis retomaram nesta terça-feira seus contatos para tentar chegar à formação de um governo, após cem dias das eleições gerais.

Após a tentativa fracassada de posse do líder socialista (PSOE), Pedro Sánchez, nos dias 2 e 4 de março, se abriu um novo período de dois meses para que os partidos tentem formar um novo governo antes de 2 de maio. Caso isso não aconteça, novas eleições devem ser convocadas.

Sánchez não descarta tentar de novo, e após assinar um pacto político com os liberais do partido Ciudadanos, pretende conseguir o apoio do Podemos, partido de esquerda recém-criado, e amanhã terá encontro com o líder da formação, Pablo Iglesias.

Pedro Sánchez se reúne hoje com o líder do Ciudadanos, Albert Rivera, para reafirmar o pacto de governo assinado entre eles no final de fevereiro, com o qual o líder socialista pretende convencer Iglesias a apoiar a formação de um executivo de mudança.

O Ciudadanos e o PSOE querem apresentar esta semana uma versão melhorada de seu documento com as contribuições surgidas das conversas mantidas nos últimos dias com agentes sociais e representantes de diversos coletivos.

No entanto, até agora, o Podemos rejeita qualquer acordo que envolva os liberais, o que é um beco sem saída para os socialistas, que negaram várias vezes as ofertas do PP (de cetro-direita) para formar um governo de grande coalizão.

A aritmética parlamentar surgida da eleição de 20 de dezembro obrigou os partidos a negociar pactos, já que nenhum tem maioria suficiente para formar governo.

O Partido Popular (PP) conseguiu 123 cadeiras, seguido pelos socialistas (90), Podemos (69) e Ciudadanos (40).

Sánchez disse hoje que não descarta nenhuma fórmula de governo para desbloquear a situação política do país.

Enquanto isso, o presidente de Governo interino e líder do PP, Mariano Rajoy, anunciou hoje que esperará o resultado da reunião de Sánchez e Igrejas para chamar o líder socialista e reiterar sua oferta de um acordo de governo.

Os políticos não se falam desde 23 de dezembro, quando Sánchez disse "com meridiana clareza" que não queria "nada" nem com o PP nem com Rajoy.

Já Rajoy afirmou hoje que a coalizão que propõe representaria "uma mudança política de verdade, além de ser razoável e sensata".

Na sua opinião, há agora um argumento muito bom para convencer Sánchez, o fim do prazo legal antes da obrigatória convocação de eleições, e porque o líder socialista já tentou formar governo e não conseguiu.

Sánchez aceitou a proposta do rei Felipe VI de tentar formar governo depois de Rajoy recusar essa oferta, feita antes a ele por ser o líder do partido mais votado, com o argumento de que não tinha maioria suficiente no Congresso dos Deputados, onde a posse do presidente de Governo tem que ser aprovada.

Depois disso, o rei Felipe VI não encarregou de novo a formação de governo a nenhum partido.

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