Atos de violência e terrorismo causaram 1.119 mortes no Iraque em março

Bagdá, 1 abr (EFE).- Pelo menos 1.119 pessoas morreram no Iraque e outras 1.561 ficaram feridas em atos de violência, terrorismo e de conflito armado no Iraque durante o último mês de março, informou nesta sexta-feira a missão das Nações Unidas no país (Unami).

Trata-se do maior balanço de vítimas mortais do ano, após as 849 de janeiro e as 670 de fevereiro.

Em comunicado, a Unami detalhou que, destes mortos, 575 são civis e 544 membros das forças de segurança iraquianas.

Além disso, detalhou que o balanço de feridos compreende 1.196 civis e 365 membros das forças de segurança, que incluem as milícias pró-governo, exceto as que lutam na província ocidental de Al-Anbar.

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, Jan Kubis, expressou sua profunda preocupação pela contínua violência, as perdas de vidas e os ferimentos sofridos pela população iraquiana.

"Estou extremamente perturbado pelas contínuas perdas de vidas e os ferimentos como resultado do terrorismo, da violência e do conflito armado. É totalmente inaceitável que os civis tenham que arcar com a pior parte da violência", destacou Kubis.

Segundo os números, a região mais afetada pela violência foi a província de Bagdá, com 1.029 vítimas civis (259 mortos e 770 feridos), seguida de Ninawa (133 mortos e 89 feridos), Babel (65 mortos e 141 feridos) e Kirkuk (34 mortos e 57 feridos), entre outras.

De acordo com dados do Departamento de Saúde de Al-Anbar, 64 pessoas morreram e 137 ficaram feridas entre os dias 1º e 30 de março; dados que, segundo a Unami, poderiam "não refletir o número real de vítimas nestas áreas" e que a ONU não pôde comprovar devido à situação de insegurança na área.

A Unami ressaltou também que o número de vítimas pode ser maior porque o organismo não pode acessar muitas áreas devido à violência, nem pode contabilizar todas as mortes que ocorrem pela escassez de água, alimentos e remédios, devido ao conflito armado.

O Iraque enfrenta uma cruenta guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico, que conquistou em 2014 amplas regiões do território e proclamou um califado nas áreas que controla neste país e na vizinha Síria.

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