Enviado chinês viaja ao Japão para tentar reabrir diálogo com Coreia do Norte

Pequim, 1 abr (EFE).- O enviado chinês para a península coreana, Wu Dawei, viajará em breve ao Japão para tentar retomar o diálogo regional para a desnuclearização da Coreia do Norte, paralisado desde 2008, anunciou nesta sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

Wu, que liderou a negociação que envolvia seis países (China, Japão, Rússia, Estados Unidos e as duas Coreias) há seis anos, analisará com o governo do Japão uma possível retomada do processo, destacou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei, sem dar mais detalhes da visita.

O esforço chinês é um dos primeiros passos dados por Pequim em direção a um possível diálogo desde a escalada de tensão na região. O clima azedou por causa do quarto teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em janeiro e também devido aos posteriores testes de mísseis balísticos do regime de Kim Jong-un, o último deles hoje.

A China apoiou as sanções da ONU contra a Coreia do Norte após os últimos testes, mas também defendeu que esse tipo de ação deve ser acompanhada do diálogo com Pyongyang para tentar que o regime desmantele seu suposto arsenal nuclear.

Além disso, o governo da China, aliado histórico da Coreia do Norte e um de seus principais parceiros econômicos, criticou alguns gestos contra Pyongyang, como a imposição de sanções adicionais às da ONU por parte da Coreia do Sul e dos EUA e a longa duração das manobras militares conjuntas dos dois países na região.

A visita de Wu é uma das primeiras de um funcionário de alto escalão do governo chinês realizará ao Japão nos últimos anos. A relação entre os dois países está "paralisada" por causa de conflitos territoriais e históricos.

A questão norte-coreana foi um dos principais assuntos abordados paralelamente ontem, na Cúpula de Segurança de Washington, pelo presidente americano, Barack Obama, tanto no encontro com o presidente da China, Xi Jinping, como na reunião prévia com os líderes do Japão e da Coreia do Sul.

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