EUA condenam bombardeios do regime sírio contra cidade próxima de Damasco

Washington, 31 mar (EFE).- O governo dos Estados Unidos condenou "firmemente" nesta quinta-feira os bombardeios de aviões das forças governamentais da Síria na cidade de Deir al Asafir, situada a leste de Damasco, que causaram pelo menos 33 mortes.

"Condenamos firmemente esses ataques dirigidos diretamente contra civis", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, em comunicado.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou nesta quinta-feira que 33 pessoas morreram - entre elas 12 crianças, nove mulheres, um professor, dois efetivos da "polícia" dos rebeldes e um voluntário de Defesa Civil - nos bombardeios do regime sírio.

"Todos os ataques contra civis devem parar de maneira imediata", pediu Kirby, que exigiu a todas as partes em conflito o fim das hostilidades e indicou que os EUA seguem apoiando as negociações lideradas pela ONU para se chegar a uma transição política na Síria.

Em novembro do ano passado, cerca de 20 países com interesses e influência nas partes em conflito na Síria, entre eles Arábia Saudita, EUA e Rússia, chegaram a um acordo de que o poder no país árabe deve ser transferido para um órgão de governo transitório.

O jornal saudita internacional "Al-Hayat" afirmou ontem que os Estados Unidos e a Rússia tinham chegado a "um entendimento" sobre o futuro do processo político na Síria, que incluía a saída do presidente sírio, Bashar al Assad, para outro país.

Uma fonte diplomática no Conselho de Segurança da ONU, citada pelo jornal saudita, disse que Kerry tinha informado a "países árabes específicos" sobre esta opção.

A Síria vive uma guerra civil desde março de 2011, que já causou mais de 270 mil mortes e gerou mais de 4,5 milhões de refugiados, de acordo com os últimos números divulgados pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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