Julgamento de jornalistas acusados de espionagem é retomado a portas fechadas

Istambul, 1 abr (EFE).- O polêmico julgamento de dois jornalistas do "Cumhuriyet", acusados de espionagem por revelar o envio de armas da Turquia à Síria, foi retomado nesta sexta-feira a portas fechadas em um tribunal de Istambul, informou a emissora "NTV".

Can Dündar, diretor do jornal, e Erdem Gül, chefe do escritório de Ancara, são acusados de publicar imagens de um suposto carregamento de armas enviados em janeiro de 2014 à Síria sob proteção do serviço secreto e que o governo da Turquia declarou como "ajuda humanitária".

Os promotores pedem que ambos sejam condenados a prisão perpétua ao considerar que a reportagem constitui crime de espionagem, conspiração contra autoridade e colaboração com o terrorismo.

A primeira sessão do julgamento, que ocorreu no último dia 25 de março, foi interrompida quando os juízes quiseram prosseguir a portas fechadas, mas vários deputados presentes ao julgamento se negaram a abandonar o tribunal.

Hoje, os agentes de segurança só permitiram a entrada dos acusados, seus advogados e familiares direitos, deixando do lado de fora do vários deputados de oposição.

O julgamento provocou uma grande expectativa na Turquia e inclusive gerou atritos diplomáticos pelas críticas do presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, que criticou a presença de diplomatas europeus na sessão e o fato de alguns deles terem compartilhado uma foto com Dündar nas redes sociais.

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