Morre ex-ministro de Relações Exteriores da reunificação alemã

Berlim, 1 abr (EFE).- O ex-ministro de Relações Exteriores da Alemanha Hans-Dietrich Genscher, o mais histórico chefe da diplomacia alemã, morreu nesta sexta-feira, aos 89 anos, vítima de um parada cardíaca.

O liberal Genscher, que passou 18 anos à frente do Ministério de Relações Exteriores em coalizões do governo de diferente sinal político, teve um papel determinante nas negociações para a reunificação alemã.

O vice-porta-voz do governo alemão, Georg Streiter ressaltou hoje a influência na política alemã que Genscher exerceu ao longo dos anos, e o qualificou como "um grande europeu e um grande alemão".

O presidente dos liberais, Christian Lindner, afirmou que Genscher "fez história, e marcou o futuro da Alemanha", enquanto o líder dos Verdes, Cem Özdemir, destacou através de sua conta no Twitter que o ex-ministro era um "grande estadista" que apostou em abrir seu país.

O vice-presidente do Partido Social-Democrata, Ralf Stegner, afirmou que Genscher foi "o liberal mais influente das últimas décadas", enquanto o vice-presidente da União Democrata-Cristã (CDU), afirmou que foi "um grande estadista, um grande liberal, um grande europeu" e que está entre "o melhor da República de Bonn".

Histórico foi o discurso de Genscher na Hungria em 1989, quando se dirigiu, de uma varanda, aos milhares de cidadãos da Alemanha comunista que tinham fugido para esse país e que tinham se refugiado na embaixada da Alemanha ocidental.

Ele foi o encarregado de comunicar que, como exigiam, estava permitido viajar à República Federal, o que representou um dos alicerces do caminho em direção à reunificação alemã.

"Vim comunicá-los que sua saída...", começou Genscher, antes de suas palavras serem interrompidas pelos gritos de alegria dos alemães orientais.

Era 30 de setembro de 1989; 40 dias depois, em 9 de novembro, caía o muro de Berlim.

Genscher, um político carismático e popular, foi ministro de Interior entre 1969 e 1974, e depois, de forma quase ininterrupta, ministro de Relações Exteriores e vice-chanceler entre 1974 e 1992, ano em que deixou o cargo e se retirou da política ativa.

Além disso, entre 1974 e 1985 foi como presidente de seu partido, que na Alemanha é representado pela cor amarela, a mesma que o tradicional suéter que costumava vestir.

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