Obama destaca "sucesso substancial" de acordo com o Irã em matéria nuclear

Washington, 1 abr (EFE).- O presidente dos EUA, Barack Obama, destacou nesta sexta-feira o "sucesso substancial" que supôs para a não-proliferação nuclear o acordo alcançado com o Irã, um país que, segundo disse, já está notando "os benefícios" desse pacto embora levará tempo para se reintegrar na economia global.

Esse acordo "não resolve todas nossas diferenças com o Irã", ressaltou também Obama ao citar as "atividades desestabilizadoras" de Teerã na região ao início de sua reunião com outros líderes do Grupo 5+1 (EUA, França, Rússia, China, Reino Unido e Alemanha) em Washington, no marco da IV Cúpula de Segurança Nuclear.

Ao Irã "levará tempo para se reintegrar na economia global", mas "já está começando a ver os benefícios deste acordo", afirmou Obama.

Graças ao acordo assinado em julho passado, foram suspensas algumas sanções econômicas que pesavam sobre o Irã mas, como recalcou hoje Obama, os Estados Unidos seguirão aplicando "energicamente" outras que penalizam Teerã como "patrocinador" do terrorismo por seus "abusos" contra os direitos humanos e seu programa de mísseis balísticos.

Há apenas alguns dias, em 24 de março, o governo americano anunciou a imposição de sanções econômicas contra duas entidades iranianas por respaldar o programa de mísseis balísticos de Teerã.

O caminho rumo ao acordo com o Irã "não foi fácil", já que fez falta "compromisso, diplomacia e trabalho duro", anotou Obama.

Segundo sua opinião, "a plena e contínua implementação" do pacto "requereria do mesmo tipo de coordenação e consultas" que estiveram mantendo os membros do Grupo 5+1.

Na reunião com Obama estiveram presentes os líderes chinês, Xi Jinping, e francês, François Hollande; o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Também participaram a ministra alemã de Defesa, Ursula von der Leyen, e o embaixador russo nos Estados Unidos, Serguei Kislyak.

À IV Cúpula sobre Segurança Nuclear, centrada no temor de que grupos terroristas como o Estado Islâmico (EI) possam obter material nuclear, participam líderes de mais de 50 países com a notável ausência da Rússia.

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