EUA reiteram que "não há solução militar" para conflito em Nagorno Karabakh

Washington, 2 abr (EFE).- Os Estados Unidos condenaram neste sábado as violações do cessar-fogo na região de Nagorno Karabakh, cuja soberania é disputada desde 1988 por Armênia e Azerbaijão, e reiterou que "não há uma solução militar" para esse conflito.

Em comunicado, o secretário de Estado de Estados Unidos, John Kerry, criticou "com a maior firmeza" as violações do cessar-fogo pelas tropas de Armênia e Azerbaijão, com intensos combates hoje que deixaram um número indeterminado de mortos, entre eles civis. Os enfrentamentos são os mais sangrentos desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 1994, que pôs fim a uma guerra que causou 25 mil mortes.

"Pedimos às partes para mostrarem contenção, evitar uma maior escalada de violência e aderirem ao cessar-fogo", pediu Kerry.

Segundo ele, "a situação de instabilidade no local demonstra por que as partes devem iniciar uma negociação imediata" sob a coordenação do Grupo de Minsk. O Grupo de Minsk, criado pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para supervisionar o cessar-fogo assinado em 1994 pela Armênia e Azerbaijão, inclui Rússia, Estados Unidos e França.

"Os Estados Unidos estão firmemente comprometido em trabalhar com as partes para chegar a uma paz duradoura e negociada", concluiu Kerry.

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