Londres deixa Malvinas sem proteção de embarcação de guerra, aponta imprensa

Londres, 2 abr (EFE).- O governo britânico deixou as Ilhas Malvinas, sob soberania britânica, sem a proteção de uma fragata ou um destróier pela primeira vez desde a guerra em 1982 com a Argentina, informou neste sábado o jornal "The Independent".

De acordo com o jornal digital, os cortes e a falta de pessoal fizeram com que não haja substituição da fragata que até novembro patrulhou as águas próximas ao arquipélago, sobre o qual Argentina reivindica o controle.

Segundo o "The Independent", a Marinha britânica decidiu concentrar seus recursos em supervisionar os movimentos navais russos, ao mesmo tempo que tenta resolver uma série de problemas mecânicos em seus destróieres Type 45.

Em declarações ao jornal, a porta-voz de defesa do opositor Partido Trabalhista, Emily Thornberry, aponta a situação como "inaceitável" e pede ao Ministério da Defesa que despache uma embarcação de guerra imediatamente ao Atlântico Sul.

Um porta-voz desse Ministério declarou que "as Malvinas continuam estando bem protegidas pelo navio de guerra de patrulha HMS Clyde, uma embarcação de apoio da Royal Fleet Auxiliary e cerca de 1,2 mil soldados que operam Typhoons da RAF (Real Força Aérea) e defesas terrestres".

O governo do primeiro-ministro conservador David Cameron se comprometeu a manter uma presença permanente no Atlântico Sul para zelar pelos interesses dos habitantes da ilha, que em 2013 votaram em referendo a favor de permanecer sob jurisdição britânica.

A notícia da ausência de uma fragata ou um destróier na zona é publicada em um momento de renovadas tensões entre Argentina e Reino Unido, depois que Buenos Aires assegurou nesta semana que a ONU aprovou a extensão dos limites da plataforma continental argentina, o que afetaria as Malvinas.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, sustentou que o país ganhará 1,7 milhão de quilômetros quadrados de profundidade, "e o reconhecimento por parte da ONU da existência de uma disputa pela soberania das Ilhas Malvinas", o que aparentemente se menciona na sentença.

O governo do Reino Unido respondeu que a Comissão do Limite Exterior da Plataforma Continental da ONU ainda não deu a conhecer oficialmente sua decisão e que em todo caso esta "não é vinculativa".

O Executivo das Ilhas Malvinas pediu esclarecimento sobre os efeitos da suposta decisão da ONU ao Estado britânico, que desde 1833 tem soberania sobre o território e exerce as competências de defesa e Relações Exteriores.

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