Presidente nigerino Mahamadou prestou juramento para 2° mandato de 5 ano

Niamey, 2 abr (EFE).- O presidente do Níger, Issoufou Mahamadou, prestou neste sábado juramento para um segundo mandato de cinco anos, em cerimônia na qual prometeu trabalhar por "um país unido, próspero, em paz e em segurança".

Perante delegações de 52 países e instituições internacionais, Mahamadou evitou toda menção à oposição, que contesta a legitimidade deste segundo mandato pela forma como se desenvolveram as eleições presidenciais, com seu principal candidato, Hama Amadou, preso.

Mahamadou preferiu centrar seu discurso de posse no desenvolvimento do país, um dos mais pobres da África e do mundo, e sobretudo na segurança, insistindo na crítica situação do Níger, assediado pelo terrorismo desde o norte (Líbia), o sul (Nigéria) e o oeste (Mali).

"Enquanto isso não erradicarmos o terrorismo no norte do Mali e enquanto a Líbia não se estabilizar, é ilusório que possamos pensar em dormir em paz em Abidjan, Bamaco, Acra, Cotonou e Niamey", disse o presidente, citando os principais países do Sahel.

Para Mahamadou, "restaurar a soberania do Estado malinês em todo o país e apagar o vespeiro líbio são as tarefas mais urgentes", segundo disse, embora as ameaças no Níger procedam mais bem da seita de Boko Haram, chegada da vizinha Nigéria e que atenta com frequência no sudeste do país.

O presidente se absteve de mencionar a oposição, que boicotou o segundo turno de 20 de março em protesto pelas "várias irregularidades e atropelos legais" no primeiro turno e que em consequência declarou não reconhecer a vitória e nem o novo mandato de Mahamadou.

O líder tentou sem demais afinco um diálogo com a oposição mas não teve sucesso, já que os opositores exigem novas eleições, enquanto Mahamadou os convidou a se unir em um vago projeto de "governo de união nacional".

"O diálogo não pôde prosperar porque o colocam com má fé -disse à Agência Efe o porta-voz opositor, Ousseini Salatou-. O presidente Mahamadou e seu governo sabem que o que ocorreu nas eleições foi ilegal e ilegítimo, e isso explica nos chamarem para dialogar e buscar uma via de saída à crise."

A aproximação de posturas parece pouco provável neste momento devido à atitude do governo, que nas últimas horas, prévias à posse, realizou detenções de vários ativistas opositores, segundo Efe pôde comprovar.

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