Papa faz apelo inédito e pede doações para população da Ucrânia

  • Alessandra Tarantino/AP

Cidade do Vaticano, 3 abr (EFE).- O papa Francisco, em um gesto inédito, pediu neste domingo para que as paróquias da Europa recolham fundos durante a missa de 24 de abril para serem enviados à Ucrânia, que vive uma urgente situação.

Após a missa de hoje, dedicada à Misericórdia, Francisco anunciou a iniciativa em favor dos "que ficaram nas terras devastadas pelas hostilidades que já causaram várias milhares de mortes".

"Convido os fiéis a se unirem a esta iniciativa do Papa com uma generosa contribuição. Este gesto de caridade, além de aliviar os sofrimentos materiais, quer expressar a minha proximidade e solidariedade pessoal e de toda a Igreja à Ucrânia", disse Francisco.

Para apoiar o pedido do pontífice, o site da "Rádio Vaticana" publicou um artigo sobre as necessidades humanitárias no país. Segundo o texto, "800 mil pessoas se encontram deslocadas" em territórios controlados pelo governo ucraniano, assim como 2,7 milhões estão em zonas sob controle dos separatistas pró-Rússia no leste do país.

Cerca de 500 mil pessoas têm "a necessidade urgente de receber alimentos", mas as principais carências são médicas, com alto risco da propagação da Aids e da tuberculose. De acordo com a apuração da "Rádio Vaticana", a população da região não tem insulina e a maioria das operações é feita sem anestesia. Para 1,3 milhão de pessoas o acesso à água potável pode acabar, e são contínuos os cortes de fornecimento de gás e luz.

Na situação mais dramática estão as crianças, pois 200 mil tiveram que abandonar suas casas e refugiar-se em outras regiões afastadas do conflito.

"A cada quatro crianças ucranianas uma é deslocada", garante a emissora.

Os fundos recolhidos na missa serão distribuídos como ajuda humanitária para todos os necessitados e em cooperação com as representações religiosas do país, onde os católicos são 10% da população.

Fontes do Vaticano disseram à Agência Efe que se trata de uma ação especial do pontífice, pois a Igreja Católica nunca tinha convocado uma coleta para uma situação de emergência pontual. O objetivo do papa é alertar sobre a preocupante situação humanitária e que deixou de ter a atenção da imprensa, apesar da gravidade.

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