Presidente iemenita nomeia novo primeiro-ministro

Sana, 3 abr (EFE).- Sana, 3 abr (EFE).- O presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, designou neste domingo como novo primeiro-ministro o político sulista Ahmed bin Dagher, após demitir o até agora presidente do Governo Khaled Mahfud Bahah, informou a TV oficial iemenita.

Hadi nomeou ainda Ali Mohsen al Ahmar, que era subcomandante supremo das Forças Armadas do Iêmen, como novo vice-presidente, cargo que também ocupava Bahah, que foi designado para a função de conselheiro presidencial.

A decisão do presidente iemenita, que pediu aos ministros que continuem em seus cargos, é anunciada uma semana antes da implantação de um cessar-fogo ao qual se comprometeram cumprir governo e rebeldes, que devem retomar as conversas de paz no dia 18, no Kuwait.

Ali Mohsen al Ahmar mantém fortes vínculos com os líderes tribais do norte do Iêmen, especialmente com os dos arredores de Sana, controlada pelos rebeldes houthis desde setembro de 2014. Ele desempenhou um importante papel na queda do regime do presidente iemenita anterior, Ali Abdullah Saleh, em 2012, ao rebelar-se e unir-se aos protestos contra esse líder.

Por sua vez, Ahmed bin Dagher, original de Hadhramaut, foi designado ministro de Comunicação e Tecnologia da Informação no governo de união nacional que se formou em dezembro de 2011, dois meses antes da renúncia de Saleh. O ex-dirigente do partido Congresso Geral Popular, do Saleh, deixou o partido político do antigo chefe de Estado por diferenças com o ex-presidente iemenita, e se refugiou em Riad (Arábia Saudita) onde se uniu às forças leais a Hadi.

O atual conflito iemenita, consequência dos levantamentos populares iniciados contra o regime de Saleh, em 2011, aumentou muito depois de 26 de março de 2015, quando a Arábia Saudita, à frente de uma coalizão árabe, lançou uma campanha militar para restaurar o poder de Hadi, ameaçado pelos rebeldes houthis.

Desde o início da ofensiva da coalizão árabe, o alto comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) registrou a morte de 3.218 civis, embora o movimento rebelde eleve este número a 9 mil.

A guerra colocou o país em uma grave crise humanitária, com cerca de 80% da população precisando de ajuda, segundo as agências da ONU. Perante a estagnação do conflito, os grupos rivais se comprometeram a respeitar um período de não hostilidades a partir de 10 de abril e a retomar as conversas de paz no dia 18.

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