Deutsche Bank diz que ajudou clientes legalmente com empresas offshore

Frankfurt (Alemanha), 4 abr (EFE).- O Deutsche Bank informou nesta segunda-feira que ajudou alguns clientes na mediação com empresas em paraísos fiscais, mas de forma legal.

Um porta-voz da entidade alemã comunicou hoje que o banco é "absolutamente consciente do significado deste assunto".

"No que se refere ao Deutsche Bank, melhoramos o processo de admissão de nossos clientes, comprovamos com quem fazemos negócios e asseguramos que nossas diretrizes, procedimentos e sistemas estejam estruturados de modo que cumpram as leis e regulações relevantes", acrescentou o banco.

Cerca de 140 políticos mundiais estão vinculados a empresas inscritas em paraísos fiscais, de acordo com documentos vazados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

O vazamento inclui 11,5 milhões de documentos do escritório panamenho Mossack Fonseca, especializado na gestão de capitais e patrimônios, com informação de mais de 214 mil empresas com vantagens fiscais em mais de 200 países e territórios.

O banco Berenberg Bank, de Hamburgo, também confirmou ter realizado negócios com empresas de fachada no exterior. Mediante uma filial de gestão de patrimônios na suíça, o banco conduz contas para empresas com vantagens fiscais, segundo um porta-voz da entidade.

"Isto está em consonância com as normativas legais, mas exige a obrigação de agir com diligência por parte dos bancos", acrescentou o representante.

Deste modo, o beneficiado econômico que está por trás da conta sempre é conhecido e os movimentos nas contas dos beneficiados e dos representantes são comprovados diariamente em bases de dados especiais.

Além disso, os pagamentos estão sujeitos a uma observação permanente e os processos são investigados regularmente por auditores externos independentes, segundo o Berenberg.

O jornal alemão "Süddeusche Zeitung", que liderou a investigação jornalística, informou nesta segunda-feira que há dois anos um informante já tinha vendido dados internos da Mossack Fonseca às autoridades alemãs, mas o conjunto de dados era muito mais antigo e menor em dimensão.

Os investigadores realizaram batidas em imóveis e escritórios de aproximadamente 100 pessoas no ano passado.

O Commerzbank também esteve envolvido na batida e como consequência de seus negócios com a Mossack Fonseca concordou pagar uma multa de quase 20 milhões de euros, da mesma forma que HSH Nordbank e Hypovereinsbank, acrescentou o "Süddeutsche Zeitung".

O Commerzbank ajudou alguns clientes a sonegar impostos mediante uma filial em Luxemburgo. Desde então, outros países também adquiriram dados do primeiro vazamento menor, entre eles Estados Unidos, Reino Unido e Islândia.

Um porta-voz do Commerzbank disse à Agência Efe que o caso de Luxemburgo foi fechado no ano passado com o pagamento da multa.

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