McCain afirma que muro não protege fronteira com o México e propõe drones

María León.

Tucson (EUA), 4 abr (EFE).- O senador e ex-candidato à presidência dos Estados Unidos John McCain criticou o plano do pré-candidato republicano Donald Trump de construir um muro na fronteira com o México por considerar que é necessário muito mais para proteger a região, para o que sugeriu a utilização de drones.

"A Grande Muralha da China demonstrou que só um muro não mantém as pessoas fora, sabemos que em nossa fronteira as organizações criminosas utilizam túneis para atravessar drogas... Isto nos demonstra que só um muro não vai assegurar nossa fronteira", disse McCain em entrevista à Agência Efe.

O tema da segurança da fronteira foi um dos pontos centrais da disputa eleitoral dos pré-candidatos republicanos à presidência do país.

Uma das ideias mais controversas é a de Trump, que transformou em um lema de sua campanha a proposta de ampliar o muro fronteiriço com o México e que o país vizinho pague pelo milionário custo de sua construção.

"O que realmente necessitamos é investir em mais vigilância aérea", comentou o candidato republicano à presidência em 2008, quando perdeu as eleições para o democrata Barack Obama.

O político indicou que atualmente se dispõe de uma tecnologia que melhora dia a dia e que, em sua opinião, será vital para melhorar a segurança da fronteira.

McCain propõe o uso de drones como uma ferramenta de vigilância aérea que serviria para detectar as atividades de organizações criminosas que operam na região.

O senador explicou que os drones seriam utilizados para vigiar a fronteira pelo ar, especialmente nas aéreas mais afastadas e de acesso perigoso.

Estas aeronaves seriam utilizadas somente como uma ferramenta de apoio, que assistiria à patrulha fronteiriça com imagens de possíveis perigos.

Em sua opinião, já não se trata só de imigrantes ilegais que tentam atravessar a fronteira, mas o perigo vem do narcotráfico e dos terroristas.

"Estudos demonstraram que são mais os mexicanos que estão retornando a seu país que aqueles que estão cruzando a fronteira de maneira ilegal", enfatizou McCain.

Por outro lado, ressaltou o risco que representa o grupo jihadista Estado Islâmico, razão pela qual, considerou, se deve dar mais atenção à segurança fronteiriça para evitar que pessoas associadas a esta organização terrorista possam entrar no país.

A respeito de uma reforma migratória, McCain se mostrou convencido de que "cedo ou tarde" o Congresso deverá atuar sobre esta medida, mas também advertiu que a segurança da fronteira será uma peça-chave de qualquer plano apresentado.

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