Suíça é um dos países mais ativos no "Panama Papers"

Genebra, 4 abr (EFE).- A Suíça figura como um dos países mais ativos no "Panama Papers", divulgados no domingo pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, por sua sigla em inglês).

Segundo essa informação, mais de 1,2 mil companhias suíças figuram entre os 14 mil bancos, escritórios de advocacia e outros intermediários que teriam ajudado a criar "offshores" supostamente destinadas à ocultação de fundos e à lavagem de dinheiro.

Apenas Hong Kong e Grã-Bretanha superam a Suíça neste aspecto, com 2,2 mil e 1,9 mil empresas, respectivamente.

Além disso, os intermediários suíços foram um dos mais ativos -só abaixo dos de Hong Kong-, já que ajudaram à criação de mais de 34,3 mil "offshores", 16% do total filtrado.

No total, Hong Kong, Suíça e Grã-Bretanha representam 104.658 companhias, quase a metade das 214 mil "ofdshores" reveladas pelo ICIJ.

Os bancos suíços UBS, Credit Suisse (através de uma subsidiária) e HSBC Suíça aparecem entre os mais de 500 bancos que registraram quase 15,6 mil empresas fantasmas com o escritório panamenho Mossack Fonseca, especializado na gestão de capitais e patrimônios, segundo a cita a investigação.

A filtragem inclui 11,5 milhões de documentos de quase quatro décadas do escritório Mossack Fonseca, com informação de mais de 214 mil "offshore" em duas centenas de países e territórios.

Trata-se da maior filtragem jornalística da história, e que atinge 140 políticos e funcionários de todo o planeta, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

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