Governo líbio em Trípoli renuncia em favor de gabinete de união nacional

Trípoli, 5 abr (EFE).- O governo da Líbia em Trípoli, presidido por Khalifa al Ghawi, anunciou nesta terça-feira que encerrou voluntariamente suas funções apenas uma semana depois da entrada, na capital, do governo de união nacional e do conselho presidencial designado pela ONU, que agora assumem o poder.

"Informamos sobre o encerramento de nossa autoridade executiva, tanto do primeiro-ministro, como dos ministros e parlamentares do governo de salvação nacional", informou o agora ex-governo em comunicado divulgado no site do Ministério da Justiça.

"Renunciamos perante Alá, primeiro, e perante nosso amável povo, depois, e (nos desvinculamos) de qualquer acontecimento que possa ocorrer no futuro. Sempre trabalhamos em favor do interesse dos líbios", acrescentou.

Na nota, o ex-governo - que a comunidade internacional não reconhecia desde as últimas eleições - ressaltou que sua política sempre foi "evitar e afastar o espectro dos conflitos armados".

A renúncia foi anunciada poucas horas depois do desembarque, em Trípoli, do enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler, um dos homens que mais pressionaram para que o governo de união nacional fosse transferido à capital, apesar da falta de reconhecimento dos dois governos rivais de Trípoli e Tobruk.

O governo de unidade, no entanto, se deparou com um inimigo inesperado no leste do país. O parlamento de Tobruk voltou a tentar se reunir nesta semana para votar a necessária aprovação do gabinete, mas fracassou mais uma vez devido à falta de quórum e às disputas internas dos que se opõem a ele.

O chefe do governo em Tobruk, Aqila Saleh, insistiu que não cederá o poder, nem reconhecerá o governo de união, até que este não consiga o voto favorável da câmara, reconhecida pela comunidade internacional.

Após meses de tensões e disputas, o governo de união se transferiu na semana passada da Tunísia à capital líbia, e por enquanto conseguiu o apoio do Banco Central da Líbia (BCL), da Companhia Nacional de Petróleo (CNP) e de dez cidades do oeste, assim como das poderosas milícias da região de Misrata.

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