Papa e patriarca ecumênico visitarão refugiados em Lesbos na próxima semana

Atenas, 5 abr (EFE).- O papa Francisco e o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu, visitarão a ilha de Lesbos, foco da crise de refugiados, nos próximos dias 14 e 15, informou o governo da Grécia.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o arcebispo de Atenas, Jerônimo, os acompanharão nesta viagem, com o qual os líderes das duas igrejas querem honrar os esforços dos gregos na gestão da crise.

O porta-voz do arcebispo, Jaris Konidaris, disse à Agência Efe que os três religiosos visitarão o centro de amparo de Moria, no qual há mais de 3 mil refugiados à espera do registro de sua solicitação de asilo ou da deportação à Turquia.

Lá, os religiosos farão uma refeição com os refugiados e participarão de um ato em homenagem às vítimas que faleceram ao tentarem chegar à Grécia.

Em comunicado, o governo grego lembrou que tanto Francisco como Bartolomeu destacaram "a necessidade de prestar solidariedade e mostraram sua rejeição a políticas xenofóbicas e desumanas de fronteiras fechadas".

Durante a recente mensagem de Páscoa, o pontífice criticou os que não ajudam os refugiados, condenou o terrorismo e desejou que a esperança volte à Síria e às pessoas que sofrem no país.

Segundo o governo grego, com esta visita Francisco e Bartolomeu honram os esforços e a eficácia mostrada pelos cidadãos e as organizações humanitárias neste país para lidar com a crise.

A visita ocorrerá dez dias após o começo das primeiras deportações de imigrantes à Turquia, em virtude do acordo entre a União Europeia e o governo de Ancara, pelo qual ontem foram devolvidas 202 pessoas, em sua maioria paquistanesas e afegãos.

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