Paquistão continua com resgates enquanto o nº de mortos por chuvas chega a 75

Islamabad, 5 abr (EFE).- As autoridades do Paquistão continuam nesta terça-feira com os trabalhos de resgate de 23 pessoas que estão presas nos escombros de imóveis danificados na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país, enquanto o número de mortos pelas chuvas nos últimos dias chega a 75.

"Equipes de resgate chegaram hoje à área de Atror, onde oito casas foram soterradas ontem por um deslizamento de terra e 23 pessoas continuam presas", disse à Agência Efe o porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres da província de Khyber Pakhtunkhwa, Latif ur Rehman.

"Recuperamos sete corpos e temos poucas esperanças de encontrar os soterrados com vida", explicou Rehman.

O porta-voz indicou que os trabalhos avançam com lentidão devido ao fato de as equipes estarem utilizando ferramentas pequenas pela impossibilidade de deslocar maquinaria pesada até o local, que está isolado após o fechamento de estradas.

O exército paquistanês informou, em comunicado, que engenheiros militares trabalham na reabertura das estradas no noroeste do país.

Em Khyber Pakhtunkhwa, a área mais atingida pelas chuvas, 54 pessoas morreram em desabamentos de imóveis e deslizamentos de terra.

Já na região vizinha de Gilgit Baltistan, 12 pessoas morreram, enquanto na Caxemira paquistanesa, pelo menos oito mortes ocorreram ao longo do fim de semana.

As chuvas também atingiram o Afeganistão, onde foram contabilizados pelo menos 13 mortos.

Todos os anos, as chuvas causam grandes danos pessoais e materiais nos países do sul da Ásia, especialmente durante o período das monções, que vai de junho a setembro.

As piores inundações da história do Paquistão ocorreram em 2010, após uma monção extraordinariamente intensa e um degelo de verão também especialmente abundante, que causou 2 mil mortos e mais de 20 milhões de afetados.

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