Aumentam para 92 o número de mortos pelas chuvas no Paquistão

Islamabad, 6 abr (EFE).- O número de mortos pelas fortes chuvas que castigaram o noroeste do Paquistão desde o fim de semana aumentou nesta quarta-feira para 92, enquanto as equipes de resgate tratam de auxiliar milhões de afetados, informaram à Agência Efe fontes oficiais.

A província de Khyber Pakhtunkhwa foi a mais atingida pelas precipitações com 65 mortos, 61 feridos e 233 casas destruídas, disse o porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres regional Latif ur Rehman.

O porta-voz indicou que 23 pessoas continuam presas há dois dias sob os escombros de oito casas e que as equipes de resgate trabalham para auxiliá-las, apesar da pouca esperança de achá-las com vida.

Rehman afirmou que um helicóptero, maquinaria pesada e uma centena de pessoas trabalham na operação de resgate em sua província, onde a chuva parou, o que facilitou a distribuição de ajuda aos afetados.

Na vizinha região de Gilgit Baltistan morreram 15 pessoas e sete ficaram feridas por causa do desabamento do tetos de casas, disse à Agência Efe o porta-voz da autoridade de gestão de desastres provincial Zubair Ahmed.

O porta-voz afirmou que sete distritos estão isolados pela interrupção de estradas, entre elas uma que une a província com o resto do país.

As autoridades trabalham para reabrir as estradas, mas não esperam que seja possível até domingo.

Por sua vez, na Caxemira paquistanesa pelo menos 12 pessoas faleceram e nove ficaram feridas pelas chuvas por causa de desabamento de casas e deslizamentos de terra, indicou o porta-voz da autoridade de gestão de desastres provincial Farhan Ahmed.

A fonte afirmou que as chuvas pararam na maior parte da região, mas continuam em algumas zonas.

As chuvas deixam a cada ano grandes danos pessoais e materiais nos países do Sul da Ásia, especialmente durante o período da monção entre junho e setembro.

As piores inundações da história paquistanesa ocorreram em 2010 após uma monção extraordinariamente intenso e um degelo estival também especialmente abundante, que deixou 2 mil mortos e mais de 20 milhões de afetados.

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