Deputados rejeitam convocação de Macri para explicar citação no Panama Papers

Buenos Aires, 6 abr (EFE).- A Câmara dos Deputados da Argentina rejeitou nesta quarta-feira a convocação do presidente do país, Mauricio Macri, para prestar esclarecimentos sobre seu envolvimento no Panama Papers, escândalo de ocultação de dinheiro por meio de offshores que envolve políticos, empresários e celebridades.

O pedido, feito pela deputada Myriam Bregman, da Frente de Esquerda, de oposição, foi rejeitado por 131 contrários e 89 a favor, além de 16 abstenções. Para ser aprovado, era necessário o apoio de 237 parlamentares.

Os votos contrários foram dados pelos representantes do governista Mudemos, coalizão de Macri, e por deputados da Frente Renovadora, liderada por Sergio Massa, candidato nas últimas eleições presidenciais.

"O povo argentino soube pelos veículos de imprensa que o presidente integrou duas empresas offshore, algo que nunca tinha indicado em suas declarações de renda desde que assumiu como prefeito de Buenos Aires", disse Bregman em comunicado.

Macri foi citado nos Panama Papers como diretor da empresa Fleg Trading, com sede nas Bahamas. O próprio Macri e o governo argentino afirmaram que ele nunca teve participação de capital na companhia e que seu nome constava na direção como uma mera formalidade, já que a operação foi realizada por seu pai, Franco Macri.

"É uma operação legal, feita por outra pessoa, que constituiu uma offshore para investiu no Brasil, algo que não se concretizou, e na qual eu estava como diretor", disse o presidente em uma entrevista ao jornal "La Voz del Interior".

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